aos dias de pôr, próxima aos do nascer

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Definição do meu inverno

 contínuo e interrupto.
talvez o mais significante diante dos meus sentidos...
o que renasce no escuro e morre em sombras;
faz da minha derme planícies íngremes e ressecadas
descama minha angústia e revive o meu leito
excita o labirinto do meu sangue venoso
interrompe qualquer faixa cardíaca;
faz do meu sangue morno o fervor de uma paixão
abstrai o veneno do meu lado elétrico e desafiador
figura em mim o que designo de resistência proteinada
impulsiona-me para o calor humano;
regride meu desejo pelo morno;
impulsiona-me o beber quente cafeinado
movimenta com minhas calorias
afoga no meu habitat o que borbulha entre águas...
direciona os ventos nas minhas partes frias;
o inverno: bem-vindo! 
entre ventos, neblina e fervor....
entre sombras, luzes e energia....
entre tantas pessoas; entre tantos amores...
inevitável deixar o inverno passar...
inevitável não viver nas sombras nesse período...
inevitável não fazer amor...
inevitável renascer de cinzas...
deixe o mofo, mas não mofe em torno de seu caráter...
viver só na fumaça, não dá.

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