aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quarta-feira, 27 de abril de 2011

por que eu te abandonei?



Então,
Por que eu te abandonei?
Simples e porra
De uma dificuldade
Em absorver esse fato,
Sabemos mais que a nós
Disso!

Porque, anjo meu
Que um dia voava
Com minhas asas,
Havia liberdade
Em te ver em outra pessoa
Eu conseguia imaginar isso
Fechava os olhos e beijava
A tua boca sentindo
o gosto de outro ser

Por que eu te abandonei?
Muito branco nessa palidez
De entender,
Quando eu, realmente,
Falar a verdade desse
Meu pobre coração esmagado
Que sorria quando beijava
Os teus dois beiços atropelados,
Esses não mais
Serão esmagados pelos meus
E caso tenha atropelamento
Que venha a morte
E uma taça de vinho
Para que o último beijo
Seja digno de um momento
Elegante de nos despedirmos!

Por que eu te abandonei?
Respondo, com essa minha
Tendência traiçoeira dos escorpiões
Abandonei. Te deixei.
Te larguei daqui.
Por favor,
quando eu responder
motivos pelos quais quis essa
doideira,
Direi eu, olhando pra nossa taça
De vinho:
abandonei porque você
não é Ela e nunca será.

Vamos tomar um vinho?
Precisamos conversar...

Feira do Livro de Santa Maria

sábado, 23 de abril de 2011

O Anjo Mais Velho


O Teatro Mágico
Composição : Fernando Anitelli
Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar...
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Título da postagem: Te cato

Então, é apenas mais alguma escuridão que fico eu, atenta aos olhos da Lua, eu atenta aos olhos de quem ela persegue. Eu já chorei pra vida, choro hoje as lágrimas desse desencontro. Não diga, nunca diga que não é preciso, pois renuncio aos sinais estelares de que todo romantismo é preciso. O que acontece com esse organismo que começa a esvaziar tanta lágrima, será os meus vasos um terno e lindo vazamento. E será o meu sangue aquela gota que impulsiona as lágrimas a saírem no lugar dele. Eu preciso ao menos entender essa sensação de purificação dos pensamentos que visitam aos meus pesadelos nessa, mais uma, eterna madrugada. Onde estás? Cadê meu corpo que te cata e não deixa a tua boca grudar a espuma de algumas cervejas? Cadê meu corpo que fica perdida nesse caminho distante, nesse caminho que entrego apenas aromas de vinho. Cadê a minha força, cadê meu jeito forte de superar a saudade e não deixar sentir falta do meu proprio coração, esse coração que eu não tenho mais o controle, que já não sabe se é meu ou não, se está ai enxendo a cara contigo em álcool ou se nunca pertenceu ao meu corpo engarrafado? Eu digo que é preciso continuar exaurindo jatos dessa água que regurgita aos meus orifícios, aos meus olhos que escamam minha pele, aos meus dedos que escorrem e lubrificam as teclas das peças desse computador, essas gotas que assam as dobras da minha respiração ofegante e engasgada, as quais lembram nossas transas como fecho de noite após fumaças e goles dos nossos entorpecentes em noites ao botecos de um flashback. Só quero que eu voe bem longe de mim, sem catar cada soluço que já saiu, sem catar cada lágrima que já escorreu ao ralo em prantos ao banheiro, sem catar os chocolates que tanto caminhei para achar o mais doce e quem sabe o mais gostoso ou quem sabe o menos doce para você morrer devagar aos meus braços com nossos abraços saudáveis. Quero voar sem catar os meus quatro pés, sem catar meus dedos que estão presos às minhas mãos que se transformaram em pés, sem catar as unhas que roí nessas noites em que não fiz a fumaça do cigarro amarelar os seus esmaltes. Sem catar nada do bicho que virei, sem catar o meu corpo, sem catar álcool para funcionar os meus sentimentos, sem catar nada catando apenas a ti. Fico admirada como pode, meu Deus, como pode enxergar todo o amor que há em mim nos reflexos dessas gotas de lágrimas que molham a mesa da minha solidão? Como pode, meu Deus, tudo isso ser líquido? Ou tudo é apenas orvalho de amor? Ou não existe amor que resiste a escuridão interna de um organismo, por isso que é expulso desse inferno corpóreo? Que lindo, meu Deus, não adianta fazer perguntas aos seus saberes, porque meu Deus, na vida não existe nada além do amor e também nada mudará os meus choros para que eu continue diluindo essa dor... Te cato, te procuro em ti. Te procuro nos me liga que me envia, te procuro nos horários que o teu olho abre para me enviar. Te procuro na internet, nas conexões das músicas que recortei partes que fizeram a composição das frases que se tornaram filosofia da nossa confiança. Te cato nos refrões das músicas para que um dia você decore e quem sabe escute por aí lembrando não o compositor da canção, mas sim de quem a cantou olhando aos teus olhos, aos lábios descompassados do meu trocar de ritmo. Te cato nas vezes que você poderia ser mais, nas vezes que poderia me catar também quem sabe em outro mundo, porque eu te cato em todos os cantos, em todas as telas que exibem o teu rosto, os teus gostos musicais e os clipes dos teus favoritos, te cato neles e me cato também, tentando me enxergar num deles, tetando acreditar que uma música possa ser nossa, que um vídeo possa ter o nosso beijo e que, enfim a gente possa viver em utopia também. Te cato em ti. Agora que já te chamei no intervalo de um soluço e outro, agora que já te vi em gotas das lágrimas, agora que já estou quase imaginando nossa respiração ofegante em trocas de ar, agora que já te catei no outro canto de uma cidade por fios de alguns números, agora que já me avisou que está prestes a sair catar gente em mais uma noite, eu é que agora vou me catar!!!!!! Boa noite. Ahh, feliz páscoa pra você também!!!

eu lambo?





tu lambes
ele lambe
nós lambemos
vós lambeis
eles lambem

saudade que dói


saudade que dói aos
cantos do ápice cardíaco
aos afagos de sentir a falta
a falta aos teus dedos
cruzando minha silhueta
a falta do teu riso
presos nas extremidades
dos meus lábios...

saudade que dói
aos meus pés em
sonhos pisando o
chão da tua rua
aos cimentos esculpidos
pelas tuas mãos
ao meu corpo nu

saudade que dói
aos meus cílios em
fotografias sépias
em ter meus olhos
fixos aos nossos
em imagens cegas
ao nosso amor

saudade que dói
ao estribo do ouvido
ao lábios de saliva
ao corpo de carne
aos teus braços
que catam a tua
ausência ao meu
abraço vazio...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Aleluia uma, duas, três vezes...


ALELU(ia)
aos utópicos incansáveis,
que fazem de seus dedos arados e,
com a própria artéria,
rega o tempo para brotarem
mais algumas utopias
entre o pequeno espaço
que separa uma falange
da outra...

ALELU(ia)
aos que ensinam
com apenas os dois
olhos que "têm"
e ao único coração
que não "mente"...

ALELU(ia)
duas vezes,
aos que atravessam
alvos em fios de cabelos,
os trilhos das inexplicáveis
dores e alegrias humanas
na frente do trem que
carrega os fardos dessa
corrida interminável...

ALELU(ia)
três vezes,
aos saberes de quem
encontra na leitura,
letras prticulares
de um prazer individual...

ALELU(ia)
aos seres
que difundem seus valores
em ares radioativos
com as borrifadas em
fragâncias de encantos
de uma simples elegância
de como bater as asas
para continuar dispersando
perfumes ao vento
de uma atmosfera poluída...

ALELU(ia)
àqueles que fazem
o uso de sua própria língua,
seja para comer a carne da
essência que é constituído,
seja para falar de si mesmo...

ALELU(ia)
aos seres,
em meio a fadiga
dessa correria incessante
aos pés do mundo,
encontram tempo...

Tempo esse para refletir....
refeltir sobre o pó
em que vivemos
em algo um pouco melhor
antes de tornarmos
cinzas...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Casa do Poeta de Santiago e "Projeto Santiago do Boqueirão: seus poetas quem são?" estarão presentes na Feira do Livro de Santa Maria


A Casa do Poeta de Santiago estará presente na Feira do Livro de Santa Maria, de 2011, com o lançamento de livros de 5 (cinco) escritores de nossa cidade:


- Márcio Brasil - livro 10 Segundos
- Camila Jornada - livro Faces do Ser
- Fátima Friedriczweski - livro Descaminhos
- Fernando Porto Almeida - livro O Segredo do Sucesso
- Nelci Guerra - livro Coletânea de Matérias

O lançamento desses livros será no DOMINGO, dia 8 de maio de 2011, na parte da tarde.

Acontecerá também a exposição do "Projeto Santiago do Boqueirão: seus poetas quem são?" no próprio domingo, com a entrega de poemas de santiaguenses. (Lígia Rosso).



*Fonte: Giovane Pasini

segunda-feira, 18 de abril de 2011

as Chaves




Esse poema é pra você
A tua despedida
E a minha gaveta chaveada
Não cabendo segredo
E nem outra fechadura
Tão enferrujada diante
Do nosso chaveiro

Esse poema é pra você
O teu último cadeado
Esse mesmo, bem covarde
Com uso da tua mão pesada
Para abrir outra garagem

Esse poema é pra você
Eu, quando te fechei
Foi com um beijo
Foi com um giro de dedo
Foi com o nosso segredo
Sendo nós, aquele miolo gostoso
Sendo os teus dedos, as chaves
Que trancaram a porta da nossa Casa!

domingo, 17 de abril de 2011

alguma inspiração?



Não sei fingir uma saudade
O problema é que não estou sendo fingida
É que não estou sentindo mesmo!
Cansei de explorar a falsidade
Dos meus lábios,
Em cais perdidos nas juras
De trocas de salivas imortais

Alguém pode me inspirar?
Eu também queria um muso
Uma musa, ou até mesmo
Mais um coração partido!

Acaba o amor, mas não a inspiração
Engraçado, de onde ela vem?
Ou o amor que nunca foi?

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Por ai...

Povo, daqui alguns meses uma outra Obra nasce! Agradeço o convite da Secretária de Educação de São Francisco de Assis para ser a Patrona da Feira do Livro da cidade! Muito feliz no período em que as palavras estão apenas no papel, por enquanto! Os poemas dessa nova obra serão inéditos e, portanto: o blog será atualizado com outras rimas... 

U

grande 
abraço!!!


quarta-feira, 13 de abril de 2011

saco plástico


Você já se sentiu
Como um saco plástico
Jogado ao vento
Esperando uma mão
Para te apanhar?


Você já se sentiu
Como um saco plástico
Jogado ao vento
Esperando um vento forte
Para te levar longe
De todas as mãos?

Então, você conhece
As sacolas plásticas que
Voam em torno da
Nossa liberdade e que
Provavelmente, 
"somos" o plástico de uma delas!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Me Saara


 
Deserto que me Saara
Das vezes que Mata
O meu fogo Ciliar
Das vezes que Ecoa o Sistema
Nas Depressões do teu corpo
Das vezes que Plana Alto
A neblina no Pico dos teus Seios

Das vezes que me Saara
Minha Guaju e sei o quanto Vira
Nossas Monta e As selvagerias
Galopantes em enxurradas
No meio das Em Gentes

Deserto que me Saara
Do gelo noturno
Em cima do nosso
Calor infernal

Me Saara
Minha Guaju e vira
O teu borbulhar escaldante
No fogo do meu vulcão

Me Saara
Desse caldo desértico
Sugue as Sangas
Que molham nosso
Mergulho noturno

Me Saara
Dessa Depressão
E Plana os teus galhos
No tronco do meu
Corpo Alto

Me Saara
Tire Foto e faça
A Síntese da Biodiversidade
Das Rosas e Camomilas...

Me Saara
Sugue o meu
Sangue branco
Eu, SereiA cama
Das ondas salgadas
Do teu repuxo!

Me Saara,
Porque meu bem
Nessa nossa praia
AmarÉAltaR!