aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

poema que a Pri gosta

pra Pri
o que ela gosta
eu posto porque também
gosto dela
e o poema do parafuso
se enroscou em seus cabelos
de mujer guapa!

brillante
brillante



poema de 2010 - do Faces do Ser

É Parafuso
Analiso e envolvo toda minha concentração
e perco cabelos e tiro a tintura
e ao mesmo tempo eu não entendo mais nada
e eu fico enlouquecida tentando fazer alguma coisa
que não sai da arte de pensar e eu analiso novamente
e pinica minhas idéias e surgem milhares de coisas
e agarro todas e nem uma sai direito,
aperto pra todos lados o que fica frouxo no outro dia!
É parafuso confuso que não sabe se enroscar
e quando fixa alguma coisa se apavora
e sai correndo e não segura mais nada
e larga toda a beleza assim:
apenas num giro, cospe e salta fora...
É parafuso!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

coseu

Meu bem, meu bem...
 sei bem o que há
  a vida pesa quando dá
 e talvez a gente voe por aí

 

criar asas e não salir
assim como
movimentar os lábios
e não oscular
a vida segue às cegas
não vendo,
a vida chora às pencas
não pecando,
també

não me leve a sério
meu bem,
que a vida por si só
já me faz graça

não me leva a sério,
meu bem,
que a vida por dois a sós

já me fez coser

casou

domingo, 23 de agosto de 2015

Coração selvagem



Meu bem
Guarde uma frase pra mim
Dentro da sua canção
Esconda um beijo pra mim
Sob as dobras do blusão
Eu quero um gole de cerveja
No seu copo, no seu colo e nesse bar

Meu bem
O meu lugar
É onde você quer que ele seja
Não quero o que a cabeça pensa
Eu quero o que a alma deseja
Arco-íris, anjo rebelde
Eu quero corpo
Tenho pressa de viver

Mas, quando você me amar
Me abrace
E me beije bem devagar
Que é pra eu ter tempo
Tempo de me apaixonar
Tempo pra ouvir o radio no carro
Tempo para a turma do outro bairro
Ver e saber que eu te amo

Meu bem
O mundo inteiro 
Está naquela estrada ali em frente
Tome um refrigerante
Coma um cachorro quente
Sim, já é outra viagem
E o meu coração selvagem
Tem essa pressa de viver

Meu bem
Mas, quando a vida nos violentar
Pediremos ao Bom Deus que nos ajude
Falaremos para a vida
Vida pisa devagar
Meu coração, cuidado, é frágil
Meu coração é como um vidro
Como um beijo de novela

Meu bem
Talvez você possa compreender a minha solidão
O meu som, a minha fúria
E essa pressa de viver
Esse jeito de deixar
Sempre de lado uma certeza
E arriscar tudo de novo com paixão
Andar caminho errado pela simples
Alegria de ser

Vem viver comigo
Vem correr perigo
Vem morrer comigo
Meu bem

Meu bem
Meu bem
Meu bem

Talvez eu morra jovem
Em alguma curva do caminho
Algum punhal de amor traído 
Completará o meu destino

Vem viver comigo
Vem correr perigo
Vem morrer comigo
Meu bem
Meu bem
Meu bem
Meu bem

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

bota, bota... tá? bota, bota...



Amor,
or,
orem
mero,
oremos

ro or or
or or or
ror ror oro
oro ror ror
amm
am
a
amou.
ema
amo
amo
motá
botá
botá
ber
ga
mo
tá?

comeu
o meu
eu
e eu
amou

terça-feira, 18 de agosto de 2015

batalha do parnaso


    e se tu sabes o certo
não se entregarás
                     - pra sempre -

                 como eu também não fiz
eu soube voar





deserto seria                   o mundo
sem voltar para    casa
 do amor
nós = 
dentro da asa que
fechou



já sei que    lhe esperei o mundo
já sei que   o mundo nos esperou
que ódio                que tenho disso
mas não posso fazer mais
já fiz as coisas que seriam tudo

e que ódio              não fazer mais.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

minha morte por um minuto

minha morte por um minuto


não perguntas, meu bem
ouvir coisas velhas
deito a tristeza vaga

no meu olhar que fora
sorriso







não perguntas, meu bem
ouvir soluços, os ais
ó dia, dia escuro fúnebre
no voo da ave que pousa
no túmulo



não perguntas, meu bem
ouvir lamúrias de mim, dia-a-dia
da minha boca pra fora
nos lábios que balbucio
na lenga-lenga da vida



não perguntas, meu bem
o jeito que adormeci triste
sem tuas palavras de lisonjas
que eram, foi
ouvidas daqui, lidas florais
as mais preces, lindas
os bons dias extasiantes...


morreu.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

eu vou morrer de felicidade

- se alguém, dia incerto, seguir 
outra coisa
e se eu caso
venha
trair - 

- já terei um poema
pra ti - 


bemaqui:

e eu vou morrer de felicidade
não se vá
apenas vá
vá, vá
e eu vou morrer de felicidade


tua boca irá
irá beijar outra
e eu já
já beijei
outras também

se vá
se vá
com todo amor e simplicidade
eu já fui
já fiz
já fiz
todas também

agora se já
se vá viver a liberdade
eu já voei
voei
também

mas vá
agora vá
eu não morrerei de inveja
eu já vivi
vivi também

uma transa a mais
vá, se vá
vá possuir
eu já
eu já
também
com várias
mas vá

eu não gozei
também
mesmo indo
gozava
apenas
na volta
contigo

mas vá
agora, vá
eu vou morrer de felicidade!


sexta-feira, 7 de agosto de 2015

isso não é um poema, ela que é fétida mesmo!


ela é tão louca
tão bosta
que qualquer pena que 
eu sinta
já vira cocô

como pode?
ela é tão podre
tão hedionda 
que o fedor 
que possui
vira perfume
comparado ao seu
mau cheiro

tu é fétida
tudo o que diz
é pútrido
tudo o que toca
escorre chorume
tua vida, agora,
enoja qualquer
zorrilho!

agora, com licença
vou escovar meus dedos
porque escrevi a coisa
mais suja
do mundo!!!!!

isso não é poesia
tu sim, 
é uma baita VADIA! 

VÁ, agora, de DIA
tomar uma luz
nesta escuridão
de vida engarrafada!

teu nome não rima
com Jabulani
ele é o sinônimo
de desumano mesmo!

Infame!


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Mulher dos sonhos

Ela vestia cabelos selvagens. Possuía lábios fluorescentes. Olho enigmático. Mãos oblongas e dedos plumosos. Tocava-me com jeito garantido. Trazia meus fios de cabelo frente seu rosto cor de inverno. Sua língua derretia na minha boca como bolas de sorvetes descansadas no relento do Sol.


O gosto do beijo era sabor estações previamente definidas. Deliberava-me as formas que me satisfaziam como mulher sexy, mulher doce, mulher amadeirada, mulher em êxtase. Constitui-me como sempre quis. Várias mulheres que eu me sentia quando a liberdade de escolha era um alvedrio por ela entregue.



Qualquer ocasião era sofá, travesseiro, cama, mesa e depois o banho. Seu carinho era pluma que me enraizava sem querer soltar. Sentia-me tão livre perto dela que resolvi sobrevoar. Acabei pousando em outros terrenos alucinógenos. Mas sua boca era tão quente que tinha completa noção que depois daquele verão o inverno se aproximaria de mim novamente.



Voltando, então, para àquela boca que nunca deixou de me cobrir, aquecer e me livrar de todo o mal, de todo o frio. Meu amor, o eco do barulho que nos afastou é o mesmo que escuto quando penso em beijá-la novamente. Não devo mais, nada mais…