aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

coisinhas

vejo o teu rosto daqui desta abertura
à esquerda, não sei o que se tem
teu sorriso desce como quem nasce o sol
Ao Leste,
tua boca é o nascer de um beijo
daqui até o pôr do sol
daqui até o céu
daqui até o fim.
o fim do mundo
assim que seja, será



 morrer da vida no amor
que a ti
desejo
abraçar, o aconchego do abraço
teu
o cheiro que fica em meu peito
inebriante 
aroma sem cheiro ruim.

não é pra sempre
nada é pra sempre
mas o que sinto por ti
sinto sempre
amo sempre
quero sempre
sentir o jeito que me envolve
no abraço
nas mãos
no corpo
na alma
na vida
no constante sempre
ser
de sermos 







terça-feira, 19 de janeiro de 2016

um sussurro amiúde, já come



a vontade de tua mão escorre
a gota do suor que percorre
os arrepios da minha nuca fome
um sussurro amiúde, tu me come
abocanha minha boca'berta, já esvai






o tremor abala o corpo, tua saliva desce a cerne
como quem de amor não conhece à míngua
do teu beijo desce, desce, desce, desce
o lábio e a língua
ninguém pede trégua
porque o teu gosto jorra léguas
na cintura, as pernas, 
o meio, enxágua
o desejo deságua
na água da boca minha
abocanha, geme
faz manhã, quer mais
a bunda perde-se o atrito
no azeitado líquido que a mim termina.
me acaba
me come
me finaliza. 
me ama! 




quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

desdigo o desdito

trago-lhe a essência da pétala roseada
do fundo do quintal da vovó Célia,
assoprei as flores e já voou amor
uma poção mágica, ternura
assoprei teu ouvido é já voltou suspiros


v o o u
vou
vai
vais 
 vem
vens
vontade
à vontade
voltou
voando
vida 

Tu não entendes, não vais.
tudo o que implode aqui neste amor
a metade consegue ser escrita
uma pequena parte, dita
a maior das partes é o não dito amor.
Numa breve análise do tal Discurso!

 


Por vezes, desdigo o desdito
Por outras, repito o dito:
amo amar o teu amor,
que tu mesma disseste,
eu repito,
essa prece doce, doce, doce
no enjoo do doce

do pudim do amor

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

quando toco o teu corpo.

Olho o céu daqui da janela
enxergo as nuvens claras
iguais as linhas da tua face
que são alvas, lustres
desejo tocar, assim, então
eu toco a pele de tua beleza
e ouso mais,


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beijo-te o pescoço
beijo a boca de algodão doce
toco os cabelos que dão voltas,
rolam entre dedos,
enrolam na minha mão que segura
a intensidade que desejo
desejo, desejo, desejo


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desejo desejo desejo


ser tua da Lua e do Dia
de corpo e alma
no que escrevo e digo
entre o céu e a terra
a coisa cega e surda
confiro-lhe a pátria da minha vida
e delimito o infinito pra te amar
interminavelmente.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

eu só tenho uma coisa a dizer sobre o ano novo:

eu só tenho uma coisa a dizer sobre o ano novo:

sexta-feira , 1 de janeiro

1º Dia do Ano 2016
dia de desejar o que quiser.


que é uma boa maneira de perdoar as coisas desagradáveis e recomeçar o novo.

aquele jeito de promessas e desculpas, zera o reloginho que, aos poucos, começa a contra pra trás.
parece um eufemismo a contagem regressiva. É bonito as pessoas entre abraços e desejos também. Pensar num desejo alheio sincero, é raro. 
É porque pensar a necessidade do outro exige menos narcisismo. 

mas era isso sobre o ano novo:
um eufemismo das coisas feias e doi menos e esquecemos mais fácil o que de ruim fizemos, começando do zero mais um ano novo! Zerado de forma redundante. 

a coisa que se mais fala é a de esquecer e perdoar.

e se disséssemos: lembrar e ensinar.
lembrar a vida e ensinar a sua origem, lembrar o pai, a mãe e ensiná-los a importância das frutas.

Pode ser assim, 
bem, ano que vem eu lembro isso.