aos dias de pôr, próxima aos do nascer

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Meus Quases...

Quase um final feliz.

Quase que deu certo.

Quase que casamos.

Quase que fomos quase nada.

Quase que também não fomos.

Quase que fomos também...


mas na verdade, tudo que havia nos "querido" era um pouco mais de um triz, de um por pouco e alguns por um fio...  O detalhe é que faltou arriscar o próprio riso. 

Cabum! 

Reticências paras se chamar um pensamento, plaft, plaft! Decreto a própria imaginação cadavérica dos meus aproximadamente, dos meus a cerca de e da soma de todos os quases que me apunhalaram para ser única.


Que meus poemas me deem a coragem para lapidar minhas intenções de onde quero chegar com todos os Quases que não saem da onde quero parar.  Que não lhe falte a hora e que a qualquer dia eu possa encarar teus sorrisos e soluçar teu olho dizendo que não te amo mais! Porque assim é e não porque assim quis. Quisera eu saber que te esqueceria, nem em poema te prometeria... Ousadia, que mentira. O excesso que também me distrai, deixa-me abobada das minhas visões de mundo. Sou mundana, escorpiana e lamento meus sofrimentos de uma forma dramatizadora que até o espelho aplaude o fim de cada espetáculo, cada cena, cada trama. Que nóia. 




Eis que estão alguns dos trechos dos quases...




segunda-feira, 21 de outubro de 2013

quase amor...

Uma quase obra, um tal do quase isso e aquilo. Basta. Bastamo-nos em apenas seguir mais uma vez nesse quase nada que há em todo quase amor... está nascendo....quase lá, quase que casei também!




Livros que me leiam, tragam a guria!



venha, então, mais esta noite também
guria, quando sorrias - longe de mim
que náusea somatizada que me quis
adoentei-me para te fugar
e roubar um cuidado de ti , calar

ainda molesto o teu lábio
quero o desperdício do  beijo
que mesmo na multidão que tonteia
eu luto, guria, um afago, eu protesto!
que sem tua vida,
não viveria...

mil poemas que me fazem
nem aos pés do quanto és versos
se ainda te cruzo num trecho
por vezes, te beijo no que escrevo
assim, vou te pondo na minha cama,
na minha leitura...

afasta-se de mim, que ousadia
uma quase dose que se aproxima
bebemos! 
bebemos da mesma saliva
naquele gole de gula
de melancolia...

e agora, guria
doente de amor,
ainda quando me olhas
me   judia...



terça-feira, 1 de outubro de 2013

Afinal, um mesmo Umbral.


Por assim, mais um da minha invisibilidade precoce…

Se eis que não vivo agora, que vida há?
Na outra, cometimentos de irrisórios erros
Abdução do meu ser por escassos pecados

Por assim, almas iguais que fui
Numa reciprocidade egoísta
Falhei onde havia de falhar
Amei quando havia de ser amor

O clandestino perfeito me fez partir
Hoje existo onde sei que não hei de ser
Onde sei que não hei de ser eu por ti
Mas hei em hesitar: Agora, o que queres de mim?

Roubaste a sinceridade fugaz da perfeita simetria
Onde este ser não sabia, sempre havia alguém
Que por detrás que ria…

Não mais em viver? E se viver?
Quem sabe uma gota poderá ser mais que molécula?
Quem sabe um beijo poderá ser mais que um lábio?
E se forem dois lábios? Três? Quatro?
E se compreendermos que não há traição?
Talvez, uma modernidade propositalmente imposta,
Aposta?
Até que seria bem legal, total…
Todos já estamos no mesmo Umbral!


Declaro eu, nestes últimos dias
A minha inexistência pacificadora de uma dor
De que tudo que não existe também se faz sentir…
Sentir o que não há? Ahh, mas há e dá, dá, dá…
Em breves interjeições de que Há!
Será?   

Perceberás o amor, quando nele você me enxergar
Perceberás também que ainda vivo
Caso um dia tornar a me amar…

Por enquanto, continuo a não viver aqui
Porque está tudo muito bom e o dia segue calmo.
Ao fundo de um som de metal bem alvo.

Me erra! Me queima! Me traduz com o céu da tua língua
Me seduz com a ponta das tuas unhas
Me arranha com a essência da tua maldade
Deixa que gozemos de uma mesma vai-da-de tudo!
E o mundo vai acabar, os queixos cairão com sua própria gravidade!

Fazes de si o que quiseres de mim, aFinal…
Já acabaste com tudo mesmo.
Mesmo com a própria negação da palavra (A)final,
Mas acabaste.
Agora, me acaba de verdade!
Mas sejas má de maldade!!!

Quero sofrer dos mesmos excessos
Porque detrás de todo o beijo sempre há um sexo!
Assim, não mais querer ficar sem essa carne labial que me lesa.