aos dias de pôr, próxima aos do nascer

terça-feira, 30 de novembro de 2010

me escrevia

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Meu sinal

II Fórum Latino-Americano de Literatura Contemporânea



Data: 14, 15 e 16 de janeiro de 2010 (Sexta, Sábado e Domingo)
Local: Câmara dos Vereadores de Santiago (Santiago - Brasil)
Investimento: R$ 20,00 (em torno de 40 pesos)
Certificação: 25 horas - assinado pela Casa do Poeta de Santiago e Centro de Integração Latino-Americano
Informações e-mails: gpasini@ig.com.br ou casadopoetadesantiago@ig.com.br
(Inscrições ABERTAS - na Casa do Poeta de Santiago, Silveira Martins,1432)

Dentro de poucos dias lançaremos os nomes dos palestrantes e assuntos!

Também divulgaremos os apoios e parcerias!

Por favor, auxiliem na divulgação!

sábado, 27 de novembro de 2010

O teu Conto

Acordei com uma dor que era somente minha, era de mim e sabia doer só nesse corpo. Ergui meus cílios e sentei no sofá, havia feito minha madrugada naquele desconforto sobre duas almofadas que afofaram meus pesadelos. Imediatamente enlouqueci e cuspi de mim a vontade de gritar, de arrancar essa dor, de fazer dela poeirinhas de liberdade, ciscos de tranqüilidade e coceiras de paciência. Então, me fiz de boba e desobedeci a mim mesma, quis me atordoar mais um pouco, mas bem rápido pra não doer muito. Tirei um pulo dentro desse eu, me desgovernei e comecei a espichar minha elasticidade até escutar os estalos das articulações, me alonguei de uma forma que surpreendeu minha altura, sendo que naquele episódio turbulento e de total descontrole: senti um lado anestesiado de mim que me fez crescer mais um pouco. Era uma Dor, perfeita e que calava qualquer língua, intensa e confortável, acho que porque era de mim, todinha minha, e eu egoísta com ela Sim. Mas, no meio dessa gana de erguer músculo, de me atirar pra cima, de subir com todo corpo, aconteceu algo de cessar movimentos respiratórios, aconteceu algo de tirarem de mim por doida, mas é verdade nesse meu devaneio: de tanto que me espichei acabei arrebentando com a dor, ela se estraçalhou e se foi por aí, se largou e zuniu dos meus poros e não disse nada, apenas foi calada. Mas era minha e fiquei de cara, consegui pensar então em outras coisas que me relatassem tudo que doeu nesse tempo como sendo uma outra parte de mim, talvez um pedaço que estava preenchendo esse meu lado torto e impuro que me fazia bem, até que ponto eu não sei, mas a dor era minha e eu estava vivendo contente por aquele canto... Quis então, me soltar e não sentir nenhum peso, quis fugir de mim mais leve, quis grunhir uma vontade de me largar no vento, quis voltar a mim apenas para sentir e sair fora do meu presente, sendo outra pessoa...E o mais importante do que veio a mim com a fuga desse meu outro lado: a gana de rabiscar o acontecido, de me rasgar em papel tudo que havia sentido, de arrancar de mim palavras imperfeitas pra poder ler alguns versos e conseguir sentir tudo novamente, quis fazer isso pra nunca mais perder essa sensação que foi somente minha... Então, comecei a escrever sem nenhum princípio, sem saber esticar, alongar e pontuar palavras, mas eu comecei apenas cuspir de mim sentimentos... Não tive nenhum sentido que me levasse ao início das escritas, porque aquela dor já estava empoeirada e eu não conseguia senti-la em algum começo. Então eu resolvi não seguir nada, não existiu o que se basear e nem o que comparar pra começar a sentir esse voo que fez parte do meu texto e da dor. Desobedeci minhas rédeas e me habilitei em seguir uma estrada, sem semáforo e nem esquina, sendo apenas eu me sinalizando e discutindo em mim esse lado que já não era Eu, esse lado então que resolvi escrever... Eu apenas engatei sei lá que marcha e peguei um impulso numa curva e me fui, mas me fui bem longe e quando eu senti a tua falta eu comecei a travar, pensei que ali estava o princípio, me irritei ainda mais e me desviei do que eu sentia, parece que o carro tava afogando e eu ficando mais lenta, parada, pálida e por si só, mesmo sem princípio nenhum eu me fui e ainda, largando poeira apenas lá atrás, às vezes eu erguia o capô só pra tomar a água do radiador, porque a tua imagem me secava quando eu estava voando naquela estrada de chão e fazendo algumas poeiras. Eu estava subindo e quase que sem freio pra puxar os limites e você desidratou este corpo e eu tive que parar no meio do caminho. Então, fechei os olhos e meti goela abaixo aquele líquido a fim de que eu andasse mais um trecho e fizesse de mim sem o teu princípio, sem o princípio que era você, sem sentir você para que eu pudesse seguir adiante e continuar procurando o início da dor, pois não tinha que terminar ali a procura, não tinha que ser você toda aquela dor... Resolvi descer do carro e quando me olhei no espelho não vi mais eu, eu não via mais nada, era eu nua internamente e empoeirada, aqueles olhos não me pertenciam e eu estava visualizando o que o meu Eu tinha sido lá atrás e assim ele enxergava algumas lembranças de quando a gente se amou e também restos do que foi poeira deixada pelo meu afogador e tudo isso me fez ser outra pessoa que nunca mais Eu e me fez analisar todo e qualquer tipo de Ser que não Eu... A partir desse instante coloquei meus óculos e passei a ser leitora das minhas palavras, leitora de você, dos teus passos, da tua significância e plenitude, e mesmo sem ter a certeza de que foi você o princípio, as partículas foram de um aquecimento, e então comecei escrever ainda mais , mesmo que no meio da estrada que sem asfalto, mesmo que no meio do caminho que não o nosso, mesmo que sem saber mais nada de mim... Era um carro todo encatarrado, sem compasso e nem suingue, mas eu estava curtindo saber mais dele... Comecei a me secar por dentro, querendo te deixar sem nenhuma água, querendo que você ficasse quieto por muito tempo, querendo não te sentir nenhum pouco, querendo hibernar a tua pessoa, querendo que não fosse o princípio... E assim, tirando todo meu líquido e salivando num trapo de pano eu ia limpando por fora, limpando qualquer coisa e ao mesmo tempo esfregava o trapo na minha pele a fim de achar outro caminho, a fim de resgatar outra estrada, a fim de me reinventar noutro lado... Mas não se via mais nada e só de sacanagem eu parei no meio da pista, desci do automóvel e sentei no capô, me espichei até empoeirar todas minhas roupas, até sentir o gostinho de poeira de chão, até salivar mais um pouco e amar ainda mais aquela sujeira, me revirei toda nele e me atirei pra dentro novamente, indo no tranco porque o arranque era só de sujeira. Então, me entreguei a mim mesma e fiz questão de resgatar o teu Ser, te carreguei nos meus braços e do teu corpo apenas limpei o coração, com o mesmo trapo de pano, encostei o teu corpo no banco traseiro, ajustei o cinto de forma suave e te deixei com uma rosa entre os dedos... Beijei seu rosto, fechei a porta, joguei meu corpo pra estrada, mirei uma descida e puxei de mim toda coragem que me fez um indivíduo quando empurrei o carro levando o teu Ser, me aventurei a certificar-me daquela Dor...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Só pra cuidar de mim!



Eu quis dormir em mim
Fingir que era sono
Quis sair na tua boca
Pra mostrar minha liberdade

Eu quis me conhecer
Fingir que não me entendia
Quis ter alguma certeza
Que me fizesse decidida

Eu quis espirrar no espelho
Fingir que era virose
Quis ter alguma coisa
Que fizesse você cuidar de mim...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Valeuuuu torcida!



Lá vamos nós. Em primeiro arrastar de dedos, gostaria de pontuar alguns sentimentos que estão sendo expulsos pelo meu grafite. Tenho a quem agradecer todos esses momentos de abrir lábios e apenas continuar com eles abertos? Minha gana de escrever diz muito mais do que sim, diz além, ultrapassa minhas vontades e eu me devoro por dentro e carimbo o que estou sentindo por fora e, então assim eu me assumo como alguém que ainda não aprendeu a escrever, talvez seja a parte mais importante que me mantenha firme na segurança de um verso e um tanto meio que desobediente com a borracha. Aqui eu resolvi fazer algumas linhas, e quando lerem o meu ponto, quero que entendam isso como sendo as reticências do que vocês quiserem, mas tem que ser de poeiras boas, de gente boa, de indivíduos humanos e de Seres também. Vamos lá, eu explico: estou falando de pessoas que eu ainda não consegui um nome para caracteriza-las, pois não existe e se existe: eu já tenho o conhecimento, mas essa palavra que nunca sai é a que me faz não saber escrever...

Pessoas Sem Nome, obrigado Eu! Estou fazendo nesses instantes alguns lembretes reflexos do que for emoção: Casa do Poeta de Santiago: moradores e vizinhos, sócios e amigos, frequentadores e colaboradores... Enfim, cada membro daquele ambiente, contexto e esquina de trocar palavras, sugar felicidade e se embriagar de poesias. Tive a oportunidade de conhecer mais um pouco de cada indivíduo, de observar cada empenho, cada suada de rosto e molhar de camisa: o esforço de todos durante a Feira do Livro, o sorriso e abraço de cada bom: bom-dia, tarde e noite, de cada encontro: Oi novamente, alegria e alegria, como diz a Lígia...

Foram vários lançamentos de livros, obras que inundarão nossa Terra de orgulho: Em 10 Segundos é descoberto o Segredo do Sucesso em cada Faces de Ser, sendo que a Espiral e o Caracol é um Descaminho de certo tipo em Mosaico Laico, o que reúne em alguma Coletânea de Matérias, saindo da Casa e visitando leitores...

Quero ter a oportunidade de ler todas as obras mencionadas nos meus trocadilhos. De imediato, sai desses meus dedos mais um pouco de mim: Pela primeira vez, tive a satisfação de conversar pessoalmente com o Poeta Oracy Dornelles, foram alguns minutos que trocamos horas de palavras e destaco a sinceridade e tranquilidade que ele transmitiu a essa pessoa aqui e também agradecer os livros autografados que o Poeta, gentilmente, me ofereceu.

Agradeço também ao Cláudio Irion, por me considerar a mais nova integrante do Time da Terra dos Poetas. Mas, nesse time todos estão driblando para a mesma trave, sendo que a bola não é redonda por nada e sim é para que todos tenham a oportunidade de vê-la quicando em cada chute, arremesso e jogada, desafiando a gravidade. Temos juízes sim, os que nos mantém sempre firmes e direcionados a algum objetivo, temos a base mais importante dessa jogada: a torcida! É ela que nos impulsiona a arrancar versos do coração e escrever na própria pele, obrigada pela torcida de todos vocês:

Giovane Pasini, Tainã, Márcio Brasil, Roseli Antunes, Karlinha, Vanderlei, Janice, César, Oracy, Lígia Rosso, Cláudio Irion, Fernando Porto, Júlio Garcia, Olívio Bochi... Enfim, meus colegas da URI, amigos: Jhon Lenon e companhia e família! Aos blogueiros: Rafael Nemitz, Júlio Garcia, Sol Barreto, Suzzy... 

Obrigada Eu, Gooooooooool! Valeu torcida, valeuuuuu!!!!!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Fortes da Feira

Pois bem, fim de feira. Mas, com certeza: As Janelas e Portas continuarão abertas... Foram dias emocionantes, movimentados e diferentes e reticências...

 Autografando para o Eduardo.

 Eu e o Gabriel

 Autografando para o Cartunista Santiago

 Oracy D.

 Eu, Tainã e Rose

 Eu e o Fernando

 Lançamento do meu livro na Feira

 Autografando...


 Eu e o Jayme

 Eu e o Varcil (vô)

Eu e o amigo Olívio

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

e na Feira...

Eu e a Rose: por aí; por alí; por aqui...

Estou andando pela Feira, pedindo para meus pés algumas pisadas firmes e que eles, definitivamente, sejam sujados pela poeira de todas aquelas pessoas, de todos aqueles livros, de cada folha amassada, de cada verso lido, de cada poema sem rima, e que meus olhos não vejam mais nada, deixando meu coração tomar conta de todas aquelas letras! Mas ainda não pude mexer a feira do livro em todos os cantos, quero que chegue o domingo e eu me sinta saciada de palavras, versos e algumas linhas inacabadas para o ano que vem!

Vamos lá,
trocar rimas;
continuar capítulo
limpar a Casa
abrir Porta;
Janela e Garagem:
estacionando um poema...
pilotando sem margem!

Vamos lá,
abrir o coração também!
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Gostaria de escrever algo, ou melhor, já estou fazendo, bem curto assim: porque falta pouco...

Pois bem, faltam poucos minutos para o lançamento do Livro “10 Segundos”, do amigo Márcio Brasil! Local: Feira do Livro, 18h45min.

10 Segundos é um livro que reúne vários contos que eu escrevi. Tem de tudo: contos românticos, insólitos, eróticos, engraçados, tristes, monótonos, irônicos etc. A capa é uma criação do meu amigo do peito Sidnei Garcia. O lançamento de 10 Segundos está previsto para as 18h45”.  Márcio Brasil



Eu estarei lá, vou comprar e Ler mais de uma vez!

Em Segundos, até lá.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A 1° Face

     A 1° Face do livro; o 1° Poema!
Nessa face
em tua face
em nossas faces
em todas faces do ser

Naquela face
a face do beijo
essa e mais ninguém
a face que cuidei

Nessa face
em todas delas
somente esta
por ti: Faces que Amei!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Obrigada, Faces do Ser!


Sem palavras, nem faço questão alguma de procurá-las e ponto. A noite que eu firmei meu coração sendo atacado por emoções, uma noite em que senti realmente que estava viva, a noite que me mataram aos poucos, envenenaram-me com palavras fortes, mas eu ainda pude me defender: fazendo minhas emoções tomarem conta do meu Ser, uma noite, a noite, aquela noite nunca mais será escura... Obrigada pelo carinho de todos, obrigada pela presença de todos aqueles seres, obrigada a nossa Casa do Poeta e aos moradores dela! Enfim, estou falando do lançamento do meu primeiro livro: FACES DO SER, que aconteceu no sábado! Talvez seja um sonho pra mim ou talvez seja a mais pura realidade de tudo isso estar acontecendo... Mas, não é uma coisa e nem outra; na verdade quando escrevi esses poemas não tinha intenção alguma de escrever para um livro, não tinha objetivo de escrever para uma Obra... Mas, alguns versos tomaram um rumo maravilhoso e eu me aventurei a ir juntamente com eles!


      Uma noite sem nenhum tipo de palavras e muito menos de poemas, nenhum verso chega perto do cair de todas aquelas lágrimas de felicidade! Eu me explodi por dentro por horas e horas, fiquei quente e minha alternância de temperatura me deixou abobada, eu tive o prazer de me sentir voando mesmo sabendo da firmeza dos meus passos naquele chão: eu não saía daquela Casa, as portas e janelas estavam balançando com a entrada de pessoas, elas iam espalhando boas-vindas com o riso do ambiente. Fantástico, foram momentos verdadeiros e eu me sentia em Casa, fiz questão de pegar no colo várias pessoas, eu estava me sentindo forte e enxergando as pessoas mais leves! Eu consegui me sentir nelas naquela noite, eu consegui misturar a baba do meu sorriso com os pingos das minhas lágrimas, formando uma água que polia aquele momento... Eu me senti um verso de um poema inacabado! Eu tive desejos de beijar, abraçar e carregar todos os Seres...  Muito obrigada: Casa do Poeta, Pasini, Márcio, Tainã, Lígia Rosso, Janice, Vanderlei, Karlinha, Rose, César,  Olívio, colegas da faculdade, meus familiares, enfim...  Agradeço às Faces de todos os Seres que certamente não serão mais as mesmas...






 Obrigada!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Estágios galopantes

Sou feita de estágios consagrados
Mas me faço apenas no primeiro
Empaquei nesse nível primário
E acabei gostando de me perder nesse:
Estágio do nascimento!

Sou feita de surgidas galopantes
Meu princípio é somente nascer
Venho à tona e vigoro todos os dias
Me crio por partes e pareço gente:
Estágio do nascimento!

Sou feita da matéria complicada
Me constituo sem átomos e raros nêutrons
Eu sou produtora apenas de elétrons
Talvez a parte mais delicada
Que me mantém em desequilíbrio
E que me confere Luz em minhas alternâncias...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

LANÇAMENTO LIVRO

Data confirmada para o lançamento do meu livro: Faces do Ser!

Data: 13 de novembro.
Horário: 20h.
Local: Casa do Poeta de Santiago.

Conto com a presença de vocês!!

sábado, 6 de novembro de 2010

amontoei



amontoei ainda de madrugada;
a tua boca
saiu com imenso bocejo;
o teu apetite

me fartei em descobertas:
o céu da tua boca
em segundos, aceitando
o peso de uma língua
num músculo vonluntário...

amontoei;
e apenas senti
amontoando;
a tua parte de mim...
reunindo bocadas
desordenadamente!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

E-mails...



Tenho recebido e-mails de pessoas muito queridas, gostaria de compartilhar com os Seres...

E-mail do Júlio Garcia:

Oi, Camila! Estou curtindo muito teus poemas,  grande revelação, ótima qualidade!
 
Grande abraço,
 
JG

 
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Camila! parabéns pelo livro, isso é apenas mais uma conquista na tua vida.
sucesso sempre.


Ígor Fortes
 
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Parabéns pela produção! Que esta seja a primeira de muitas, que Deus te abençõe e que tenhas um futuro brilhante. Com carinho. Prof. Cisnara

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Camila, teus poemas são divinos, um novo talento surgindo... Grande abraço!


Rushel

 


 
 

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

o meu Abraço!



Eu quero falar do meu abraço, esse que eu ganhei quando passou segundos da meia-noite, amei. Senti o corpo duas vezes, me achei num banco confortável e de muitas sensações. Eu, definitivamente, me abracei de forma espetacular, simples: envolvi em mim e engatei uma força que surgiu de todos meus amigos e me dei um baita agarrão. Eu o fiz pelo fato de amar o que constitui e representa meu Ser, eu o fiz por ter poucos indivíduos amigos ou talvez eu o tenha feito por desejar muita força nas minhas escritas ou também tenha feito desse abraço um princípio de um ritual. Ah, querem entender? Estou falando do meu aniversário e da maneira como me entreguei o presente: O primeiro e mais forte de todos os anos, sempre o mesmo com um pouco mais de massa corpórea para envolver, sempre o mesmo com um pouco mais de experiência para me enviar, sempre o mesmo com uma derme um pouco mais íngreme e descoberta em me conhecer... Eu confraternizei com o espelho e encerrei o fato com um beijo de boa noite e de feliz aniversário!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Meu trecho em Obras



Eu sou um declive na sinalização:
Sou a pessoa “em obras”
Sou o ser humano “em manutenção”
Sou um “trânsito interrompido”
Sou a mim, sendo: “Fechada para balanço”

Eu sou uma virulenta nas máquinas
Sou o “erro no sistema”
Sou a “página indisponível”
Sou o “arquivo corrompido”
Sou a mim, sendo: “Desconectada do mundo”

Eu sou bem mais que isso
Mas estou em “balanço”
E minha página está em “off”
Aguardem:
“Visualizando impressão do trecho em Obras!”.