aos dias de pôr, próxima aos do nascer

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

amo-te

     Amo-te como um café e como os cinco minutos a mais de sono.

     Tu és o leito que navega na corrente entre meus peitos.
    
O teu gosto nunca se esgota no céu da minha boca.

     Amo-te como a primeira vez que me senti verdadeiramente amada.

     Amo-te na dimensão que se espalha o cheiro de um incenso.

     Amo-te em vida como se ama também na morte.

     Amo-te, amo-te... E parece que não basta, cada noite que passa, quero te amar ainda mais durante o dia.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

ah, como caracol...


Vou te escrever.
descrever.
escrever sobre tua pele
minha digital

deslizar meus braços
como caracol


entre os meus dez dedos,
bem espaçados
nas duas mãos espalmadas 
unindo carne a marcas manuscritas

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À mão
a dedos
aos pés que tanto ajoelho
sirvo-me da tua beleza
o perfume do teu cheiro
no meu corpo
no meu dedo
em travesseiro

na boca,
o céu
na língua,
o mel
na profundidade,
o nosso mergulho.

Mila Journée

terça-feira, 30 de agosto de 2016

bye

Estou me despedindo, de leve e de soco.  Faz alguns meses que decidi ficar num vai e vem, em vem e vai. Num fica e volta e ama não deixa de voltar.

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Conheci gente de face bonita, fui a bares e dancei que nem guria solteira. Aproveitei, escrevi em lugares bacanas, debaixo de plátanos da Universidade. 



Participei de uma maratona a qual fiquei em primeiro lugar. Conheci mundos gastronômicos e gente alternativa. Comprei um macacão e um abrigo fundilhado. 

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Já faz um ano e três meses. Que é bem pouco pra decidir alguma coisa? Ah é? Em poucos dias já havia decidido em ficar nessa lenga-lenga da qual estou me despedindo agora. Pouco é nada, né?

Pouco é coisa de quem acha que é pouco. 

Pude conviver com um Ser maravilhoso, pleno de lisonjas e prazer. Encontramo-nos em acasos e descasos da vida comum. Ousamos a permitir mais um amor e até hoje estamos permitindo a nos conhecer dia-a-dia num poema vivido e num relacionamento de liberdade.



Ah, Cidade Cultura!
Registro meus agradecimentos!
Tens as mulheres e homens tão bem amados!
Assim como São Chico, Santiago e Porto Xavier.

O boqueirão ... Ah, como eu orgulho num beirão...

Mas Santa Maria me deixou não entre as três Marias, nem as duas, nem uma... Deixou-me de quatro. Caidinha! 

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Flores do teu jardim



Eu olho as pétalas e vejo o teu sorriso plantando flores! 

Eu olho o jardim e te sinto em cada
Espécie...
Eu olho as petúnias, o amor perfeito
E penso que as rosas que plantou 
Na semana passada
Brotarão pra sempre, ano após ano
Nessa terra. 
Assim como a saudade que será também eterna!
Colorida e perfumada, como sempre foi...
Como sempre foram as flores do teu jardim.


Eu olho o espaço da cruzadinha
e penso em colocar uma semente
aguar e esperar a palavra formar
como tu sempre fazias 
para completar o espaço do meu jardim
que agora tem um eco incessante da pronúncia
saudade.

parece que nada foi embora
mesmo não vendo mais tuas mãos no jardim, na terra
 eu sinto o cheiro das rosas
mesmo não vendo o teu sorriso
eu a vejo porque eu sempre sorria junto
mesmo não vendo o teus passos
eu a sigo porque eu a vi andar muito
andar pelo pátio,
pelo jardim, indo e vindo...

olhava de longe e aproximava depois
para ajeitar um galho que estava meio torto
às vezes, fazia muito frio e mesmo o tempo assim, chamava-me
para mostrar o quanto estavam lindas, as flores
para contar as tantas cores formadas
como se fosse uma caixinha de surpresa
a espera de uma rosa abrir,
de uma pétala nascer.

assim, eu agradeço a cada flor daquele pátio
que soube muito bem arrancar sorrisos de ti,
minha vó eterna!

meu amor sem fim!







terça-feira, 9 de agosto de 2016

Ah ha aham

Aqui eu vivo
Há o que viver
Há vida
Desde que te vi

Aqui me vi
Há o que ver
Há olho
Desde que nu


Mila Journée_____.

terça-feira, 26 de julho de 2016

como seria?



Se eu pudesse escolher
a forma de viver
assim minha vida seria
apenas as coisas que
antecedem a Conquista

Depois disso
o tédio, a rotina,
a sujeira, o pó
o mofo, o bolor,
o vírus, a bactéria
não teriam vida
nem rotina,
nem gripe e resfriado
nem espirro e mal humorado.

Viver de Conquistas,
como seria?
um tédio viver só.




quarta-feira, 29 de junho de 2016

Pôs a mão sobre meu ombro


...
Sirvo à vontade das tuas mãos
que me oferta presságios
escoro entre os dedos o lambuzo
no abuso de tamanho anseio
ajusto a palma no meio,
os seios

A tua outra molha entre as piruetas
da minha boca perversa
escalda, mais tarde, pelo meu lábio
que escapa uma baba, o fluído

Acalma-te, será mais tarde
a calda que borbulharás as minhas tiradas!



Teus lábios letárgicos bastam
para que um beijo, um dedo dele
a gota, em toque
a água, em gozo
façam-me estremecer o corpo inteiro.

Palmas! Quero palmas!
na elegância para não se perder o cuidado.
Palmas, palmas...
o teu amor, o corpo, a pele, o cheiro.
Palmas!

O dia em que se encostou a mim,
franzi, encrespei, arrepiei...
e hoje não sei o que é ser morna.

Palmas!