aos dias de pôr, próxima aos do nascer

segunda-feira, 30 de abril de 2012

afrodisíaca das Afrodites


 

Uma amêndoa,
amém que foste aos quês de ter
pra quê sofrer
ensopar as sopas do pano no canto ocular
se és pupila és também o gato preto – grão clínico
em desvendar o pano, o manto que cobre o altar
se és isso, és o meu olho, o redondo das montanhas de te enxergar do alto do cume
eu, a cumeeira
veemente de longe não sabendo o que via
era tu, o corpo – a mente -
uma sola atrás da outra assolando a poeira batida
em dez medidas das despedidas por trás
era tu sim
amêndoa caída, afrodisíaca das Afrodites
olho dos óleos essenciais em guardar como lágrima
o perfume de ser mulher
chorar, deixar cair...