aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Descortine teu olho




Descortine teu foco ordenado míope
abra-os singelamente honrando teu olhar
desvenda-os ao risco preto que os contorna
permita que eles façam zoom nos eixos
das premissas dos meus olhos astigmáticos

descortine esses fios de cílios alinhados
Aabra-os fervorosamente clamando teu brilho
desvenda-os à pasta que os mantêm alongados
permita que eles maximizem nos eixos
das gotas coadas das minhas pálpebras inchadas

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Oracy Dornelles - 81 anos

Neste domingo, 26 de junho, o escritor Oracy Dornelles completou 81 anos. Infelizmente não pude comparecer em virtude de certos imprevistos da vida... Desde já, gostaria de desejar muitas felicidades a esse grande poeta. Parabéns aos organizadores desse belíssimo evento!
Confira as fotos: 

sexta-feira, 24 de junho de 2011

nem ciência e nem amor


Nem fótons, moléculas e íons catalíticos
nem luz, partículas e seres existenciais
nem híbridos, poeiras e mitos
nem ciência e cataplasmas analíticos
sem teu maremoto irreal eclodindo
de nada existo sem átomos sentimentais
da tua visível indivisibilidade

Nem relatividade, nem Oceania
nem mundo, nem vida e fitoterapia
nem emulsificações e anatomia
nem poesia balsâmica e divindade inerte
sem teu paradigma protótipo editado
de nada existo sem lembranças serenas
do teu pensamento mortal esculpido

E os prótons detalhados que nasceram
não são analogias criadas e nada
longe da tua origem,
da tua criação humanística
de apenas surgir.

terça-feira, 21 de junho de 2011

... e o pra sempre "sempre" acaba...



Eu numero os cosmos como renuncio ao amor. Pode ser que esta queimação não seja novidade e nem o vermelho-laranja do que arde em mim. Quando perdemos, arde tudo. Arde o amor que deixamos de dar, os pedidos que não aceitos, os desejos que não realizados. Arde, queima e a gente reza para que o final chegue logo. Ardemos para esperar ser consagrada juntamente com as cinzas, ardemos queimando muitos hidrogênios e deixamos a matéria de lado para buscar alguma explicação utópica. Eu tenho um leito, que acolhe minhas tempestades, é um arado grotesco e firme ás minhas lágrimas que vedam as portas dos meus olhos, o único orifício nasal, as cordas dos meus ecos e por fim a morte de um amor. Indelicada em fazer tais pontuações, injusta em explicitar meus ternos sentimentos de luto e deixá-los sobrepor meus dedos diante da vertente de cada um. Tantos manuscritos recitados por tantos sábios, profetas, poetas, Deus, Darwin e tudo mais a respeito do Amor. Talvez tenhamos mesmo que chorar até secar todas as gotas, fluidos, toda a parte hídrica que nos leve a sentir sede, que nos leve a amar novamente, que nos leve a beber um outro álcool e que venha a nos embriagar para que a permissão possa ser estendida ao coração drogado e dependente do mesmo vício, aos dendritos, axônios e toda aquela parte nervosa que não temos nenhum controle. Tomara que o meu leito encasule minhas preces por um período consideravelmente bom. Bom para que eu entenda, entende as palavras da Cássia dizendo que o pra sempre, sempre acaba e, também absorva de forma clara as palavras do Kim e do Júlio. Quem disse que o amor pode acabar?  “Te perdi”. Prometo te mandar muitas coisas boas: paz, luz, harmonia e muito amor, porque ninguém vive amando somente o próprio coração. Meu último contato contigo entre uma vírgula e outra. Ponto.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

embriagada


 ...

Metrifique os derrames da embriaguês hídrica
ponha-me de rosto liso ás lágrimas do teu amor
diga-me quem somos. Humanos ou insanos?
para medir a tortura de cada gota alcoolizada
derramada aos nossos dois rostos alcoólicos anônimos.
...

purifique-me com teu teorema ético-etílico
ensina-me a ser uma viciada aos teus lábios
ferva-me em águas do teu caldo, da tua sabedoria
cala-me com teus sábios sermões,
faça-me um profeta engarrafado, de um aroma,
de um amor, uma cor
servindo apenas uma única boca, um único gosto
um único lábio, uma única garrafa.

...

terça-feira, 14 de junho de 2011

veda-me, sua vedante



Bússola que permite
desorientar-me em degraus
escalda-te em meus olhos
direciona teu norte labial
nesse cosmo perdido
ao teu brilho quasar

Veda-me de longe
aprisiona-me de forma
fechada,
para que teu olho
não vaze água
não diga nada
apenas
mate-me com
a tua pupila
linda e cega

Veda-me, sua vedante
envolva-me atrás de grades
e não esqueça
de selar-me com um beijo

*foto: Tainã Steinmetz

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Bodas de Diamante - Diário de Santa Maria


É com muita alegria que posto aqui no Blog o aniversário de casamento dos meus avós: Bodas de Diamante - 60 anos de muita alegria, amor, paz, atritos, dificuldades e muito respeito. Parabéns, que Deus continue iluminando essa linda união. Amo vocês!

 Vó Célia no lançamento do meu livro

 Vô Varcil na Feira do Livro de Santiago

Segue abaixo a entrevista que a Vó Célia concedeu ao Diário de Santa Maria, edição de sexta-feira.

DIÁRIO DE SANTA MARIA

11/06/2011 | N° 2842 

SANTIAGO

Um amor sem fim

Varcil e Célia comemoram 60 anos de união neste sábado

O mais resistente dos materiais da natureza dá nome às bodas que Varcil Pedro Canterle, 82 anos, e Célia Lavarda Canterle, 78, vão festejar neste sábado. O casal completou 60 anos de casamento – bodas de diamante – na quinta-feira, dia 9. No sábado, uma missa, seguida de festa, organizada pelos quatro filhos e 11 netos, vãi comemorar a união.

A história do casal serve de inspiração aos familiares. Varcil e Célia se conheceram em Cerca das Pedras, interior de Santiago. Tanto o noivado quanto o casamento ocorreram em junho, mês de Santo Antônio e dos namorados. Por isso, diz Célia, o amor ainda mora com o casal:

– O amor não é só nas horas boas, tem os altos e baixos da vida. Sem ele, a gente não consegue viver.

Logo que casaram, a professora e o agricultor foram para a cidade. Desde então, estão sempre juntos. Célia diz que a compreensão é a chave da longevidade do casamento, e que se espelhou nos ensinamentos dos pais para ter felicidade conjugal.

– Eles chegaram a comemorar bodas de ouro (50 anos de casados) e me ensinaram a importância de um bom relacionamento – conta.

A união e a religiosidade que cultivam são apontados por uma das filhas do casal, a professora Vera Regina Canterle Gonçalves, 50 anos, como motivos para a longa união.

– Acredito que o casamento durou todo esse tempo porque tudo que fazem é baseado na fé – diz.


quinta-feira, 9 de junho de 2011

sina da raiva


e da raiva fiz um purê
arrebentei-a na parede
esmaguei com as costas
detonei esfregaços com a língua
até que achei um gostinho bom

dos cabelos fiz um pelego
glorificando o momento careca
redescobrindo meu desproporcional
assumindo-me disforme
clameando a velhice
de um profeta morto

da aberura fiz um bocejo
deglutindo bocas em sincronia
divino esticar fibras musculares
intensificando perdida em molares

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Blog das Ciências Biológicas

O blog das Ciências Biológicas da URI Campus de Santiago já está no ar!
 http://cienciasbiologicasuri.blogspot.com

sábado, 4 de junho de 2011

Semana de Ações Ambientais


 
 
Aconteceu a abertura da Semana de Ações Ambientais na quarta-feira (02) e a programação segue até amanhã (domingo). O super mercado Bazana fez uma doação de 500 sacolas retornáveis a serem distribuídas durante a programação da semana. Nada mais justo do que envolver os dedos das crianças para fazerem a entrega dessas sacolas retornáveis. Nada mais honesto e puro. Crianças? Sim, com educação "ambiental" suficiente para nos ensinarem muitas coisas da vida. Os alunos da escola Medianeira entregaram as sacolas ao público presente, com a ternura e sensibilidade que era possível notar na pupila de cada um deles, na frase que pronunciavam ao fazer a entrega: "Preserve o meio ambiente". É de arrepiar. Aquele pingo de gente pingando gestos aos nossos olhos e nos direcionando a que caminho olhar...
Parabéns aos organizadores do evento. Parabéns a cada individuo que esteve com os olhos abertos diante de cada fala, de cada meio ambiente que saía de "bocas" que sabiam como passar um educação ambiental...
O meio agradece!
 
 

Lançamento do livro NAS ENTRELINHAS de Lígia Rosso