nem ciência e nem amor


Nem fótons, moléculas e íons catalíticos
nem luz, partículas e seres existenciais
nem híbridos, poeiras e mitos
nem ciência e cataplasmas analíticos
sem teu maremoto irreal eclodindo
de nada existo sem átomos sentimentais
da tua visível indivisibilidade

Nem relatividade, nem Oceania
nem mundo, nem vida e fitoterapia
nem emulsificações e anatomia
nem poesia balsâmica e divindade inerte
sem teu paradigma protótipo editado
de nada existo sem lembranças serenas
do teu pensamento mortal esculpido

E os prótons detalhados que nasceram
não são analogias criadas e nada
longe da tua origem,
da tua criação humanística
de apenas surgir.

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