aos dias de pôr, próxima aos do nascer

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Finalmente... Bióloga

Finalmente... Agora sim, Bióloga!!!! 
O dia tão esperado chegou!!! Primeiramente, agradeço de joelhos a Deus que me deu força para que eu decidisse alguns caminhos da minha vida. Com essa força a vida me chamava para experimentar outro lugar, talvez aquele que sempre foi meu.

Deus me proporcionou a liberdade em poder escolher e abrir mão de uma profissão: policial. Mesmo sabendo da fundamental importância do mesmo para a sociedade e que sem eles somos desprovidos de segurança, a vida me pedia mais e eu almejava o além... Então, abri mão e me fui! E hoje eu colho o resultado... Depois de noites e mais noites, horas de estudos e dedicação integral... A plantinha começou a florir... 

Agradeço aos amigos, sempre torcendo e aguardando o meu retorno! Minha família que sempre compreendeu que deveríamos fazer o que nos proporcionasse prazer a dignidade de viver. Escolhas são escolhas. 

Agora, rumo a uma trilha de 24 Km... Mochila, água, protetor solar, lanterna... e o meu coração enorme, pulsátil, grande e feliz... Cada um tem o seu momento, sua hora... Cada um terá seu dia em que o Sol brilhará mais forte! Hoje está sendo um desses dias para mim e para muitas pessoas também! Que Deus abençoe os "concurseiros" e que tenhamos saúde para que possamos seguir em frente!

Boa Noite...meus pecados!


Boa noite, agora deite...
descanse.
o que te dar, então
amanhã de presente?

devo contar que é o tão meu amante?
fique quieto e me consuma no silêncio
amanhã será a mesma coisa
eu deito e durmo pensando que não será pra sempre


boa noite, papai do céu
sou pecadora por não ter quem me ama?
sou pecadora por amar eternamente a mesma pessoa?
sou pecadora por pensar noutras coisas na cama?

se sobre a cama eu deito, se sobre o lençol eu durmo
queria eu deitar e dormir noutro travesseiro
não existem outros meios de me saciar
apenas com meus dois seios?


confesso, meu Pai
às vezes o coração quase morre e eu enfarto em desespero
torno a recavar e regredir no tempo que um dia foi o presente
o desejo é onírico, real e impotente
a ação é de impulso, quase mordo a realidade inaceitável
de te perder pra sempre...


Boa note.



terça-feira, 21 de outubro de 2014

Rosas do jardim da Vó


Sim, ela irá desabrochar
sem perder o amor, assim que vai ficar
arrancar, pra quê?
se o que ela almeja é viver

com a delicadeza de um veludo abotoado
ela não sabe quem a plantou
e mesmo assim, segue o seu destino
que exalará o perfume
quando chegar seu momento
de desabotoar

com a suavidade da mão que a plantou
e a bondade de quem deixá-la crescer
seremos mais delicados
mesmo sendo ela quem nos espetou

sim, ela enfeitará
a calçada, o jardim, a escada
e nós usaremos suas pétalas
seja num pedido de desculpas
ou numa conquista de amor,
tanto faz,
afinal
-toda mulher gosta de rosas-



segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Dia do Poeta

  

Dia do Poeta é comemorado em 20 de Outubro, no Brasil. 
Esta data celebra o profissional, que pode (e deve) ser reconhecido como um artista escritor, que usa de sua criatividade, imaginação e sensibilidade para escrever, em versos, poesias que faz. 
Há séculos as pessoas se emocionam, riem e choram com essas belas produções artísticas, considerada como uma das sete Artes Tradicionais.


Origem do Dia do Poeta

  O Dia Nacional do Poeta é comemorado a nível extra-oficial, ou seja, não há uma lei que oficialize o dia 20 de Outubro como Dia do Poeta. Mas, a data foi escolhida por uma razão bastante especial para os poetas brasileiros. No dia 20 de Outubro de 1976, em São Paulo, surgia o Movimento Poético Nacional, na casa do jornalista, romancista, advogado e pintor brasileiro Paulo Menotti Del Picchia
A data homenageia e lembra deste momento ímpar para os poetas do Brasil. 


Curiosidades

  Antigamente, a poesia era cantada e acompanhada pela lira, um instrumento musical típico da Grécia. Por isso, a poesia é classificada como pertencente ao gênero lírico da literatura. 
O dia 14 de Março também é bastante celebrado pelos poetas, pois se comemora o Dia Nacional da Poesia. A data é uma homenagem ao poeta brasileiro do romantismo,Castro Alves, que nasceu em 14 de Março de 1847.

Parabéns poetas!
Leitores!
Apreciadores de palavras fortes!



Uma valsa tênue



Tens a alegoria, o suingue da sístole
que insiste, meu amor
em dançar, sua sinfonia

tens os pés, aos pares
que rimas um colá e outro cá
no parquê, sem porquês, és amor
são os passos, aos ares
no chão, que invade
a nos levantar

tens a orquestra, o prumo
a boca branca, o selo
que cerras o muro
a nos separar

tens os tambores, a voz tênue sublime
teve amor, tens a mim: a dor e o ciúmes
sou o teu pandeiro firme
que insiste em bater,
nas noites calmas, são minhas palmas
grata em ter você

és o meu mundo redondo, minha alegria
minha alegoria e ponto
és minha valsa que não queria perder
sorria, meu amor
- ele também não é perfeito, mora longe e perto

você–

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Um amor perturbado

  

 O que ninguém quer é perder, mas ganhar todos querem. Querem amor, querem sexo. Querem e querem cada vez mais. O esquecer de doar é o pranto de quem nunca doou, cedeu. Prometer o eterno é um escrúpulo da dignidade humana. O eterno se vai, esvai-se em não terminar, o eterno é um eco compacto de duas pessoas, sólido de um mesmo sentimento. 
  Jurar eternidade é congelar o próprio sangue para coagular por toda a vida. Injuria de quem jura assim. Jurar o eterno é desonesto quando não se tem a gratidão e a gentileza de pensar em uma vida longa para si mesmo. Jurar o eterno é reconhecer a mesma pessoa, cada vez mais complicada, na imortalidade do ter. Jurar não é uma digna fidelidade, o eterno é seguir juntos até a primeira morte. Até um além consagrado contínuo. Jurar o eterno é não morrer com o próprio egoísmo. O eterno não é pra sempre, o que não termina é a eternidade. 
  E quem jura, jura. Quem lê, lê. Quem morre, morre. Quem ama, não jura. Quem ama contenta-se em ser eterno no presente. Quem ama apaga tudo e pinta tudo de tinta. Jurar o eterno e fugir da eternidade é acabar com a própria dignidade. 
  E eu que acreditei e não morri. Confuso, não? Não. É muito simples, a gente não morre na primeira vida, o baile segue até o final. Isso sim é uma eternidade, ir até o fim amando a si mesmo. Chegar aonde todos chegaram com a maturidade suficiente para não se jurar nada mais depois.
  A eternidade se conjuga e o amor está além de qualquer mais ou menos, meio morno ou tanto faz. O amor exige uma perturbação. Perturbação de um amor distante, interesses diferentes com pessoas iguais. Não é fácil manusear a saudade, mas é muito simples não amar quem está tão perto, próximo, do lado, grudado. 
  Amar é acompanhar o processo de beleza quando rosa cênica até o murchamento de cada pétala e sua caída final.