aos dias de pôr, próxima aos do nascer

sábado, 30 de julho de 2011

poema se há




Se há o que fazer ausência
do que sopra o sentir
embriago-me de cabo a rabo
todos os sentidos
para não mais existir

Se há o que bater palmas;
aplaudir
reverenciando tua existência
curo-me dos é(ter), então
para te apunhalar longe
da platéia
com a cortina que fecha
o dom que possuis

Se há o que matar
das porcarias insanas do mundo
enterro-me com mãos próprias
para não mais
sujarem meu luto fúnebre
com as mãos que seguram
o cálice dos mesmos vinhos

Se há o que sorrir
de apenas ter nascido
e glorificar a origem das espécies
irei até o final, fingindo que vim de uma sp
sem contar os dias
para meu último poema.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

corre cusco, corre!


Olá, então, tudo bem com essa vida louca? Tudo ótimo com as férias e o mesmo sem tempo de sempre. Ora, carambolas. Que pena, você deveria estar nem aí para aquele tic-tac gostoso. Pois bem, eu vi o tempo passar nesse período sem aulas, vi sim. Todas as manhãs sentia aquele vento correspondendo o meu bom dia sorridente e os bocejos dos meus cílios. Pontuando pensamentos demasiados para minha construção sujeito, deve ter sido isso que tenha feito esse ser abundante e comum a esquecer que também tenho um e-mail da Globo, estranhos no facebook e todo o tipo de gente no Orkut. Não utilizo mais esse último que esbarra no ponto logo atrás. Prefiro tomar yourkute de morangos mofados. Mas enfim, a gente sente saudades dos amigos que viajam pra São Paulo, para Ernesto Alves, São Luiz e também para o Rio. A gente curte a saída deles porque sabemos da comemoração do retorno, até porque são eles que nos esperam com um punhado de novidades. Hoje mesmo eu agarrei a Luana no colo, mesmo sabendo dos meus músculos fadigados. Mas eu, nem aí e nem lá. Apenas apunhalei aquela criatura com a força que escorreu nos meus dentes e inhaaackkkkk, urraaaaaaaa saaaaaaudadesss louca "véia". E assim é, tudo um vai e vem vem vem e a gente sempre acaba achando graça, até porque tem que se ter sempre uma certa receptividade para com quem aqueles que amamos, por mais que nunca tivéssemos ao ponto de dialogar a língua desbocada de tudo que a gente sente. Filha da puta esse meu peito que às vezes tranca e só serve para respirar, ainda bem que existe o coração com todo aquele arsenal de veias e artérias, miocárdio e ponte safena... Um baita beijo não sei pra quem e um abraço esgualepado pra você aí. Porque hoje eu tô querendo é ser feliz. Corre cusco, corre! Corre porque eu vou
BB.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

.dos retalhos




Assopro teu vocal
A mais, além das
Cordas de um eco


Sopro tuas vozes
Ao infinito, ao limite
Ao fim dos sons
Audíveis

Jorro tua laringe
À gravidade oculta
Pra te escutar de forma
Surda
Urda
Urda
...
...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Cidade Maravilhosa


Esplêndidos meus sóis dos olhos
sufocados em vácuos para refletir
todo o entorno da belíssima criação divina
amorteciam as meras pronúncias
pontuando versos para meu eu interior

magnitude plena da natureza surreal
seres de todo planeta em fotos incessantes
Juerma, Tereza, Amélia e o Redentor
e eu ali, abastecendo inspirações rimadas
juntando palavras em restos da própria vida

Rio de Janeiro, poço de emoção catalogado
nas preces da minha paleontologia fossilizada
ficará pra sempre até que acabem com ela
eternizou-me sem mostrar tudo, nem dizer nada
a Cidade Maravilhosa

quarta-feira, 6 de julho de 2011