aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Pra descontrair, chega mais Budapest

Com apenas 22 anos, George Ezra já merece espaço pelo mundo. A canção 'Budapest', do cantor britânico foi criada em 2013, mas só conseguiu atingir o topo das paradas mundiais neste ano. Com uma mistura de folk, blues e rock, a música - infelizmente - ainda não conseguiu emplacar no Brasil.


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Se eu não mais escrever







Se eu não mais escrever
fica junto a mim, até anoitecer.
põe sua boca na minha, se puder ser;
mas segure bem firme minha mão
tivesse de morrer, morrer...
entrelaçada aos teus dedos de giz
pra mim já morreria feliz/

Se eu não mais escrever
bater-me o coração
pra nunca mais ter
tê-lo no amor

Se eu não mais escrever
escreveria a morte
mas não sei do quê
apenas morreria sem saber por quê.

Sem amor.
sem crer que poderia morrer sem ver
a palavra morte numa letra descompromissada:

“Fui amor enquanto alguém pode ler”


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

meu hino da morte

assomos, assomos
a morte escura no dia de brasa
inda sois, inda sois
viva e também ânsia
tristurosa!




assomos, assomos
esse hino que sois morte
ah basta! a bosta basta,
brasa e também ânsia
afogada!

assomos, assomos
vejo o fogo em meu lápis
que se afoga em brasa
assomos, assomos
assamos tudo o que um dia fora escrito.

meus dedos escrevem sobre
as nuvens
sobre a vida que vejo por cima
das criaturas vivas, ainda
lá embaixo

assamos a minha poesia
debaixo dos meus olhos de morte
magoados
acima da minha face
que escorre água salgada
feia e de gosto azedo
a minha escrita tem medo da morte!




escalda, a calda 
da minha vida
que é líquida
que escorre tristeza
que é corre-corre
que correria da morte
o amor e a poesia
correm
correm 
correm com 
os córregos por onde
circula meu sangue
nas sarjetas 
as quais encosto
minhas costas
correndo entre as coxas
as gorjetas
de cansaço. 






Dead








quarta-feira, 18 de novembro de 2015

logo mais a manhã já vem


"Ela buscou sincretizar em seu clipe os diversos símbolos que estão inseridos na letra da música. “A ideia era unir todas essas manifestações em uma seita.”


Um presságio
Eu vi também
Arrastou o céu numa conjuração
Corpos ébrios
Em confusão
A sustentação é que a manhã já vem
Logo mais a manhã já vem

O acaso
Empurra quem
Se agarra à borda, preso em negação
Solitário
Na multidão
A sustentação é que a manhã já vem
Logo mais a manhã já vem

Chega dessa pele, é hora de trocar
Por baixo ainda é serpente
E devora a cauda pra recomeçar

Om Namah Shivaya
Om Namah Shivaya

Pelo fogo
Transmutação
Sem afago, lapidando o aprendiz
O que sobra é cicatriz
A sustentação é que a manhã já vem
Logo mais a manhã já vem

Chega dessa pele, é hora de trocar
Por baixo ainda é serpente
E devora a cauda pra continuar

Om Namah Shivaya

SAUDADES

SAUDADE

SAUDADE das lembranças que me vinham
alguns poucos beijos, mas vinham
que nem algo que não se esperava
quando vê alguém já me dizia
“olha, amor: que linda aquela estrada”


SAUDADE da semana passada
o barulho das folhas, as recaídas
sua queda, lembrança linda

SAUDADE, sinto saudade
do cheiro de roupa  molhada
da chuva fria de verão

SAUDADE que já não incomoda
o fato de nunca mais ser lembrada
Por todos

Por nada.

Mas eu sinto SAUDADES
de tudo como será depois. 

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

porque apenas tive

porque lhe estou a chorar
vejo tua boca
mas não devo aproximar
porque lhe estou a cegar


porque já tens uma outra
vejo que a outra lhe tens a outra
a outra boca que almeja lhe encostar
porque apenas lhes gostaram


porque lhe estou a estar
vejo que a ti já estive
tive-lhe de todo o corpo
porque apenas tive
vou embora
já não lhe sou mais uma star.

porque lhe estive
um dia,
estive
uma noite,
ex-tive
hoje,
triste

porque é ela
e ela é o que há
porque há um tempo
eu é que fui
por lá