aos dias de pôr, próxima aos do nascer

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Amor de 2013


Amor de 2013


Que tudo o que queremos é o amor, que tudo que venha a ser desejado também seja o amor.

Que a felicidade não faça sua sombra por trás de um arrependimento, pois voltar atrás é o ato de reconstruir a própria felicidade, é a arte de possuir em mãos uma segunda chance.
Todos desejam uns aos outros o tal Amor, talvez o bem dito desejo devesse ser cativado dentro da própria pessoa, amando a si primeiro e assim deixando o desejo na consequência de um amor próprio…

2013 está aí, e por de fato nós também. Mais uma vez o mundo não acabou, para outros apenas está começando… Acredito que o mundo acaba com o término do respeito, da boa educação e bons costumes. Na realidade, o mundo nunca foi mundo para aqueles que desacreditam nos princípios de uma segunda chance.

Começo essa primeira coluna como de sempre quis começar, o princípio está no amor e ele será o início de todos os “fim de mundo”…

Que a vida é a que nos deixa triste
que triste é a vida sem nos deixar
que tudo que choramos dói
que a dor é água da chuva que cai

que o amor é o que não existe
que não quero existir sem amar
que o pra sempre do amor é a velhice
que o envelhecimento nos permita chegar lá

que a semana que passa é a demorada
que o tempo que se espera chega
nada impede passar o tempo
sem ao menos “você” chegar

que tudo isso é amor
que tudo que eu penso atraio
amar-te-ei no todo,
em tudo que eu vá pensar!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Vaso sangrento




Tento esvaziar os cacos
em canos sanguíneos
esperar um vento
que os assopre
e carregue todo o sangue.

Tento esvaziar as células
esperar um meio hipertônico
que as plasmolisem
e carreguem minha hidrologia.

Tento esvaziar o coração
esperar um novo amor
que me deixe louca
e que carregue os jingados.

Tento esvaziar o corpóreo
as válvulas, veias e artérias
os vasos, as varizes e vozes
todos os vezinhos e veadões
compor em véu, de bolinhas brancas.

Tento, esvazio e faço a composição,
empaco sempre; fico mula tartaruga,
nas tentativas em esvaziar o coração
e não consigo sucumbir para frente,
sabendo desse 1°meiro amor
que vedou o avulso vaso sangrento.


aos que não estão de serviço...

uma boa música!


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012


Tempo de nós mesmos



Há os que dizem que o tempo une e separa as pessoas, diria por assim que o destino é a constituição de seu próprio tempo sem muitas formalidades. O óbvio é ele mesmo, sua originalidade nos conduz em desacreditá-lo, em não dar sequer uma mínima importância para uma breve espera. Quando não estamos esperando é o momento de receber as possíveis coisas que um dia tanto esperamos.
Muitos já tiveram a oportunidade de se darem conta disso, outro é justificável a pressa para não ficarem sozinhos. Pressa é para aqueles que não querem o próprio momento, acabam por perder um futuro muito próximo pelo simples fato de atropelarem seus sentimentos. Com seu elegante movimento, a Terra gira. Com suas voltas, as coisas vão para seus devidos lugares. Pressa pra quê? A pressa não chega. A pressa não traz de volta. A pressa é a imperfeição, o desespero e a banal ideia de ser impaciente por técnica. A pressa nos desapressa de conseguir a última esperança! O momento é o único momento em que temos a certeza de que nada é por acaso e sua ancestralidade nos confirma em apenas amá-los.
Há os que amam apenas por conveniência, tornam-se tão acomodados quanto saber que estarão sempre abertos em qualquer hora do dia, estarão sempre por lá em seu devido lugar esperando o comodismo sem muitas formalidades. Diria então, que o amor e a pressa andam juntos, assim como o amor e o ódio. Diria então, que amar pode fazer mal a alguém, mas saber amar não tira pedaço de nenhum coração…

o destino destina-se a levar a destino
e quando não aceitamos,
é apenas para não entender mesmo
assim como o tempo leva
ele também nos traz
assim como a chuva que molha
o coração também não bate mais…
assim como tudo tem que ser
num outro dia, já é amor
não é acaso, é a vida desapressada de si
querendo apenas saber mais deste mundo
saber mais de nós mesmos
nos descobrir…

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Tímidos lábios dourados



Tímidos lábios dourados
frágeis deslizes que me firmaram
nas quedas de tocar os seus suaves,
os seus cabelos em toques mais graves

digo, então… Seria uma ave?
a minha ave?
diria mais que me fizera voar
ao meio do ar, fizeste também voltar

ao teu corpo, quis pousar
a base que me ‘ofereceu’, o pouso
nortearam aquela noite, a praça
o céu solto, a firme lua
quanta graça!

abaixo de olhadas,
uma estrela por nós brilhava
o céu mais solto, a lua nova
o escuro que se fez
fez-me te enxergar pra sempre
longe da imaginação
era de perto o meu maior presente

quanto gosto em teus beijos
a suavidade de seus movimentos
suficientemente suados
minha enérgica oralidade
fitando-te pelos cantos dos lábios
dos meus beijos babados

quanta simplicidade em me tocar
mãos esparsas sobre as dermes das pernas
lentamente, foi-se relizando a utopia
de te querer produzir em mim
ser uma sinfonia
era domingo, era de dia…

iniciou-se um Sim com nosso som
com a nossa Fonia…
Sim, tu és minha
Sinfonia!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

e que tudo tal qual




 eu quero o amor o aqui e agora
antes que me levem para a última hora
eu quero ter o que ainda posso
antes que me levem embora
eu quero que dure esse encontro
como sendo a sensação de uma chegada

ai, se todo momento
fosse tal como o de chegada
e que toda a morte
tal como a única certeza

e que toda a partida
tal como um amadurecimento
e que todo amor
tal como o primeiro

e que tudo tal qual
 fosse como
teu amor…

mas nem tudo é tal como
e nem todos escolhem a saudade


ai como é aflita a manhã e hora
que desperta, fecho malas
largando teus braços
como é doído ver o quanto choras…

finda a tarde , o sol e a lua
finda tudo e já não se tem mais nada
amanhece e tu já vens, a imaginação nasce
e tu logo retornas…



sexta-feira, 16 de novembro de 2012

E quando o telefone não toca e aquela mensagem não é respondida…


E quando o telefone não toca e aquela mensagem não é respondida…

Enviar algo a nós mesmos. Estar despreparado para um breve silêncio desesperador. Querer respostas automáticas e fazer com que as pessoas sempre estejam prontas a nos responder. Quantas vezes enviamos mensagens a nós mesmos? Até que ponto temos que provar as nossas incertezas só para confirmar uma precipitação individualista? Quantas vezes o celular é olhado várias vezes ao dia, almejando o barulhinho de uma mensagem?

E as chamadas não atendidas que nos tornam dependentes de querer que sejam sempre de uma única pessoa? E o celular que nos torna o meio pelo qual nossa liberdade é de fato distribuída entre os demais? O único tempo de espera que nos mata em suaves prestações é o mesmo daquele em que nos propusemos a mendigar uma resposta. O tempo não é perdido até porque chegará um momento em que essa espera decidirá o tempo do nosso amadurecimento.

Amadurecer não é saber colocar respostas em suas devidas perguntas, amadurecer é não saber tudo e ter convicção desse fato, amadurecer é esquecer das satisfações da nossa vida… É não lembrar a última briga e também brigar pela primeira vez. É saber olhar e não como devemos ser olhados aos demais, pois pelos nossos olhos já existem às pencas. Somente o tempo nos colocar em nossos devidos lugares. Somente o tempo dignificará as rédeas do nosso amadurecimento.

Somente o tempo fará com que essa espera seja despertada em outros indivíduos que possam passar a esperar por nós. Somente o tempo é o decisor de quantas pessoas foram e quantas se tornaram insubstituíveis. Somente o tempo esquece. Somente o tempo nos fazer lembrar. Somente o tempo nos leva. Somente o tempo poderá nos trazer… 

            E quando o telefone não toca e a mensagem não é respondida, mude o destinatário e comece a fazer perguntas ao próprio remetente, muitas vezes quem espera por respostas não deseja nossas perguntas. Muitas vezes as perguntas feitas para nós mesmos já basta para nos tornar pessoas desejadas das nossas respostas…

Crônica do Jornal O EDITOR.



sábado, 10 de novembro de 2012

para você saber...

 
 
O que sentes, o instante
em estar sós de mim?
não me faças somente sobrar
sei que não o fazes
diga sim pra mim…
 
Modesta que sou
duvido não me pensar
mas não sou o todo seu
ainda,
pois falta-nos o pouco
o beijar
 
Não sejas a fuga
sei que não és
não sumas de mim
sei que não foi o acaso
tampouco o destino
fomos o que não se sabe
talvez, o amor em sua verdade
 
 
Viver ao tempo
de nada há o milagre
nem rezando
consigo
apressar-te a mim
 
Que sejamos breves
aos teus olhos,
resta-nos apenas enxergar
um ao outro
um alado ao lado
falta-nos ficarmos olhando
nossos olhos ladiados
 
aos teus dedos,
falta-nos entrelaçar
numa só mão
falta-nos sermos tocados
 
 
Ao resto,
não nos cabe
não nos falta
 
a imaginação é o terno guia
do quanto é amor
 
 
do quanto te amarei…
 
do quanto posso ser teu…
 
Por vezes,
não teria fim
o poema do mais óbvio
 desejo que tu és
por mim
 
Mas como sempre
existem os horários
por hora, eles voam
por outra, não troco
o sentimento de
querer-te para sempre
em que durar neste
presente.
 
Aos momentos, que são esses
tens sido o impulso em despertar
já estando acordada, margeiando o onírico
não bastando dormir
tu és o fato em me fazer
numa só realidade
de te pensar na guerra, na marcha
de te pensar na ordem
em te pensar em momentos
em que deveria não me lembrar de ti…
 
Mas, tu existes
é o fato típico
de me constar
em tua vida
sendo  que já és o basta
para encostar, as costas
um caminho,
ao nosso coração…
 
Diga sim pra mim…
 
 

sábado, 3 de novembro de 2012

sou que sois


eis que sou somente eu, seu 
em sóis que sois os sinais 
sinalíticos de seduzirem a mim
mais por si em me sentir
satisfeita nos sulcos do seu suor

que sejamos soterrados em súplicas
a sós, semeando o sol
secando o sono
para sair do mundo sonolento
de simplesmente sonhar

eis que sou o sabor de sentir
o sigilo de não saberem
o seu sossego que és
em ser o sitio da sílaba
a sós e beijar

situado em cinco formas
neste poemas, és o meu
céu e ficaste longe da minha terra
nem por isso e nem aquilo
ouso deixar de sentir tua ausência


sábado, 27 de outubro de 2012

por onde andas...


por onde andas
sei que andas
assim, na vagarosidade
de um quase ir

 por onde andas
sei que andas
seja por aí
ou  aqui
lá talvez não te veja
aqui, o mundo já te sente

sei que andas
mais descalço
na terra que te ergue,
sustenta
o que me tenta
e tu nem sabes
como me és tentada...

por onde andas
em doses de companhia móvel
a voz muda que mantemos
o ato de não dizer nada
já é o sustento de que conversar demais
não vale uma alma penada

sei que andas em mim
e tu nem sabes, meu bem
o quanto tu és coisa pesada
o fardo que se leva
é o que não se come
o gosto que sinto
é o todo que resolvi de carregar

sei que andas
cada dia anda mais
anda, anda, anda
antes, um rio sem choro de esperança
amanhã, já serás a vontade 
de não se desgrudar

sei que andas 
aonde quer que andas
o lugar que estás é o habitat
o meu lugar que te escondi
é o silêncio das vozes na conexão sonora
não dizer mais nada

nada a andar a mais
nada a declarar...
venha, agora!
andar os dois,
ora, ora...

sábado, 20 de outubro de 2012

vai-te- vai


te vai
vai-te
assim ou
a um sábio

vai-te
saborear 
sem desconhecer
apenas 
conhecer-te 
mais 

nem que seja 
pela última vez

por só mais
uma vez

vai-te
assim
como de costume
de quem
 já se foi por demais...

terça-feira, 16 de outubro de 2012

feras que se falam


sei que é distante
mas que se possa ditar
o meu dito
que é o quanto sei que não falo
não pronuncio
fico quieta
imaginando a tua, o teu
meu tão bem não saber

sei que são esferas
as feras que se falam
que nunca se viram
e que hoje podem estar
se esferamando...

sei que é o que se são
há na vida, a regra por ti
a do amor, o da exceção
mil amores por ti
devaneios que não via
há muito tempo não sabia
era tu, a minha perfeita ação
-perfeição-


sábado, 6 de outubro de 2012

de fato, estás ali



Erguer olhos para não apagar
O claro que me surge é o fim do que falta
A nítida saudade se desfaz na correria de chegar
O pouco gosto que se vale é o de visitar
Porque a tanta saudade que aperta
Já sustenta o obstáculo de não mais voltar

Erguer braços e direcionar o sempre seguir
O desisto do fraco é o repelente do campo
Assim acampo o pensamento que pelas graças
Não sai de mim porque penso em chegar lá
De fato, que estás ali.

Dividir o medo em sua inexistência
Ele não se cria porque não existe
Dividir o coração em metades iguais
Ele não se mata porque tem gente que se ama...

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Crônica - Poemas de primeira publicação


Poemas de primeira publicação

Entregar-se para uma primeira publicação é como despir as vestes que cobre nossa pele. A sensação de mostrar a nossa obra é abrir o coração e dizer: eu amei, eu perdi. Eu ganhei e quero ganhar mais. Eu não entendo o amor e não faço questão de entender. No poema, assumimo-nos como uma parte que forma as tantas coisas da vida, somos a paixão e nunca o que vem dela. Somos as letras porque não queremos ser apenas uma leitura dinâmica.
Quem escreve poemas? Todos são feitos de poesia. Há os que não escrevem e outros que se derramam aos quatro cantos dos papéis. Assim como também existem as criaturas silenciosas, que ousam rimar nas escondidas. Até compreendo tamanha reserva poética, pois muitos pensam que o poeta vira poeta quando apenas resolve publicar seu primeiro poema.  Aí é que vem o engano. Quando nossa ousadia de publicação é registrada e o poema por si publicado, ele não passa mais a nos pertencer. Ele acaba se jogando nos pertences de quem lê.
Mas, e aquele poeta das escondidas que sofre com a falta de coragem para mostrar seu respaldo interior? Creio que esse prato – escondidinho de poetas – faz com que eles sejam a parte camuflada e mimetizada que a vida os oferece para continuar no silêncio das palavras.
Poetas e seus sujeitos de interior: Há os envergonhados, os mal vistos, os tímidos, os reprimidos, os preconceituosos. Há uma série de poetas, há um imenso mundo poético perdido por aí. Porém, há pouco papel. Porém, há pouca gente no mundo para lê-los. Porém, faltam-lhes críticos. Gosto de ler poetas de primeira publicação, porque eles ainda escrevem o que sentem e não sofrem a maldade das reais adaptações do mundo. O poeta de primeira publicação é puro. É ingênuo. Sabe conquistar leitores sem uma pitada de intenção em conquistá-los. Sabe ser fiel aos seus sentimentos e descarta qualquer possibilidade de escrever para estar no mercado e ser mais um entre tantos ‘poser’ por aí.
Um dos livros que me encantou foi o “Crianças Assisenses Escrevendo Histórias”. No livro, há muita gente boa. Acredito que o tempo seja uma forma de incentivo para que continuem escrevendo. Gostaria que esses pequenos escritores continuassem a publicar suas escritas, pois o hábito nos torna cada vez melhor e nos torna sujeitos mais decididos da descoberta das nossas próprias afinidades. Podemos ser tantas coisas na vida, o fato é sermos as que mais gostamos e não deixar de lado o que mais amamos...
Grande abraço para os jovens escritores. Quero notícias e poemas de vocês. Mandem para mim, por favor!
Muitos abraços,
Mila.