aos dias de pôr, próxima aos do nascer

sábado, 27 de outubro de 2012

por onde andas...


por onde andas
sei que andas
assim, na vagarosidade
de um quase ir

 por onde andas
sei que andas
seja por aí
ou  aqui
lá talvez não te veja
aqui, o mundo já te sente

sei que andas
mais descalço
na terra que te ergue,
sustenta
o que me tenta
e tu nem sabes
como me és tentada...

por onde andas
em doses de companhia móvel
a voz muda que mantemos
o ato de não dizer nada
já é o sustento de que conversar demais
não vale uma alma penada

sei que andas em mim
e tu nem sabes, meu bem
o quanto tu és coisa pesada
o fardo que se leva
é o que não se come
o gosto que sinto
é o todo que resolvi de carregar

sei que andas
cada dia anda mais
anda, anda, anda
antes, um rio sem choro de esperança
amanhã, já serás a vontade 
de não se desgrudar

sei que andas 
aonde quer que andas
o lugar que estás é o habitat
o meu lugar que te escondi
é o silêncio das vozes na conexão sonora
não dizer mais nada

nada a andar a mais
nada a declarar...
venha, agora!
andar os dois,
ora, ora...

Um comentário:

Anônimo disse...

Eu te amo desde a primeira vez que te vi. Ultimamente tenho sentido a tua falta, mas nunca tive a oportunidade de ficar do teu lado. Uma vez tive, mas passou em vão, escapou por entre nossos dedos, nem sequer nos abraçamos. Mas enfim.

"As vezes fico com saudades de momentos que eu nunca vivi".