aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quarta-feira, 27 de junho de 2012

sem net...


Sem internet por alguns dias...
os poemas ficam fora da rede
dentro da minha vagabunda essência comprometida!


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Crônica n°2: jornal O Editor - Des(conhecidos)

Crônica n°2 - jornal O Editor
Des(conhecidos)
É estranho conhecer e desconhecer as pessoas. Talvez o tempo seja o fator principal desse desconhecimento. Acredito que essa sensação aconteça com muitas cabecinhas por aí. Mas que é sinistro é.  Um dia você tem um melhor amigo, conhece Tim-Tim por Tim-Tim a vida dele, sabe dos segredos, do primeiro ‘ficante’, um posa na casa do outro, almoçam juntos, ficam bravos e no outro dia estão se amando novamente e assim por diante. O tempo começa entrar em sua devida ação temporal, as coisas começam a tomar rumos distantes e as pessoas começam a mudar através dessa passagem cronométrica. O detalhe é que quando a gente vê: nem o espelho consegue nos trazer de volta ao passado para lembrar tantas pessoas que foram embora. É tão estranho, parece que faz parte da vida perder as pessoas. Uns vão para outro plano, outros ficam no mesmo plano, porém distantes de nós mesmos. Os que permanecem aqui e que, um dia, foram a amizade mais verdadeira são hoje o nosso próprio desconhecimento. No primeiro momento o contato é mantido pelas redes sociais, mesmo sabendo que o contato mais importante não se faz presente: O toque... O olho no olho, as expressões faciais, a lágrima e o sorriso. Mas a gente tenta e os anos passam e cada um vai para um lado, as amizades mudam e as buscas pelos planos iguais se tornam diferentes. Um vai cursar Medicina e o outro Agronomia. E quando se encontram, é por acaso. É o acaso é na mesma cidade que um dia tudo começou, onde foi respondida aquela perguntinha básica de criança: “quer ser meu melhor amigo?”. É engraçado e estranho. E esse encontro nos coloca numa situação delicada. Não sabemos o que conversar, falta assunto porque já passou muito tempo. A pessoa tá diferente, mais culta, mais elegante. Fica aquele silêncio entre as duas pessoas e os pensamentos numa velocidade imensa: O que perguntar? Hummm, nossa como ele cresceu! Está com uma camiseta da Marisa Monte, mudou o estilo musical também? Fez tatuagem no pescoço, mas disse que não curtia essa tinta na pele. Daí pensamos, na bendita calma. Calma que o tempo passou e as duas crianças hoje, são duas mulheres... Não temos que nos sentir culpados por ter perdido o contato por muito tempo, não temos que carregar a culpa de que as pessoas mudam, não temos que nos culpar pelo crescimento das pessoas. Não temos que nos cobrar a falta de assunto e muito menos o silêncio de um reencontro ocasional. Temos sim é de lembrar que um dia a gente sabia tudo sobre aquela pessoa. Incriminar o próprio tempo é matar um passado tão bem vivido.

Camila.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Me Voy


Julieta que gosto. Venegas que me venegas.
Quando te ouço, te sinto nas tuas canções que vão
Quando não te vejo, sinto que foi depressa perto de mim.

Me voy...



quinta-feira, 14 de junho de 2012

final de tarde - URI


Esses dias resolvi mudar a trajetória. Fui pedalar no asfalto da URI. Com o meu telefone consegui capturar essas imagens! Grata pelo presente. Compartilho...

terça-feira, 12 de junho de 2012

orgasmo

amor, o toque
o quão forte
que a distâncisa exibe
seduz e ir
amar sem fingir
o orgasmo.

amor, o toque

o quão fraco
que a distância exibe
dá e volta
amar sem fingir
a saudade.

se namorado, se namorada
se ninguém ou alguém
o que vale
é o amor não visto, primeiro
dentro de si.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

poema de um atordoado



no imaginário que voa
a mente bagunça a voz
escuto o zunido de asas
a louca varrida é a água
escura, a trêmula gaga timpânica
me irrita, seca minha cera
saia daqui, não deite a minha cama!

vai-te longe,
moribunda atordoada
deixe-me em paz,
no relicário de rosas,
saia dos sonhos
deixe-me surda pra não te ouvir
saia da realidade
deixe-me viver uma vida de cada vez.

não irrite,
espírito do esgoto,
aceite a ti mesma
como o odor produzido
quando jurou a própria eternidade
no lugar do amor de duas pessoas!

sábado, 9 de junho de 2012

a veste e o chapéu pretos saem dos armários




geada gélida, adentra poro a poro carnal
granizos uivando ao vento a vento abaixo do céu
galhos gelados destemperam o quinto dos infernos
a veste e o chapéu pretos saem dos armários
combinam-se em grãos de cafés e olhos esféricos
 .

sou a brasa que congela, o coração que acelera e ama mais
os cabelos um lacre, um véu de pancadas anemófilas
Ohhh, vulcão catalítico das baixas temperaturas
faz-me ficar contigo por mais dias
 .

vou-me pro recinto, assentar meu ninho
uma chama escorre no cálice do vinho
vou-me aonde fores, inverno anual
um poema gelado vale mais que um corpo sozinho...
.
 

porque passar por ti e sentir o que arrancas de mim já basta pra me fazer feliz.



terça-feira, 5 de junho de 2012

sofra


que sofra, sofra mais que bem-me-quer dos mais
sofridos depois de não ter sido sacrificado na ida do amar
que vá enquanto te amo? Mentira, não mais...
vá desapercebido do que sentes
o teu amor fica amargurado
na ponte que separa a tua
e minha vida
já ida

que sofra e mais e mais e mais
para aprender a sofrer sem matar
amar sem fortidão
amar com respaldo verdadeiro

que sofra depois de sofrer por ninguém
que sofra e chore quando não há
não há o ninguém para sofrer
apenas sofra sem parar...

e o sopro que te sopra
é o sofrido que teve em mim
se a ti sofri mais-que-o-tempo-normal
tu é que não amou nem assim

que sopro que venta a vírgula do amor, amor
no ponto que te seduz, tinha a reticência do outro dia
exclama, agora! Exclama!
quer-me de volta na cama?
insana, oh
insano tempo que tudo que vai volta
bem dito é a fala dos que amam
que não falam a toda hora...
Um eu te amo.

chora, chora com vontade
tua lágrima já lacrimeja tarde
não deixarei quem me ama
que por sinal,
amo igual.

sábado, 2 de junho de 2012

p



o teu ato
à poesia

a voz
ao pó

assopro
e tu logo voa

te olho
e logo te trago
num poema...

top mulheres mais bregas

Top mulheres mais bregas

Alguns coneitos encontrados na internet sobre o termo brega: é tudo aquilo considerado deselegante, cafona, fuleiro e de mal gosto. O termo foi usado originalmente na música, mas foi ao longo do tempo extrapolado para o modo de ser.

Assim, nasceram criaturas cujas vidas se confundiram inteiramente com o “modus vivendi” brega:
1- Cabelos incrivelmente coloridos (sim, a ex-deputada Esther Grossi foi Brega), de preferência rosa - choque;

2- Roupas absurdamente espalhafatosas;

3- Caras, bocas e gestual exagerados;

4- Personalidades esquizóides orbitando ao redor de um dos gêneros, gótico, sado-masoquista, depressivo, dark, tribal, maluco-beleza, era de aquário, andrógino, etc. – em suma, as pessoas bregas podem apresentar comportamentos altamente não recomendáveis em sociedade.

 Baby Consuelo.
Foi a grande maluca beleza da música POP nacional dos anos 80, uma verdadeira versão de saias do Raul Seixas, que explorou um looking absolutamente astral, mas brega até a alma. 




Rita Lee.
Já nasceu brega por obra da sua reduzidíssima capacidade vocal. Talvez graças a isto, teve que batalhar sob a sombra de um personagem bizarro.


 Regina Casé.
Depois do seu caso remotíssimo com Caetano Veloso nos tempos da tropicália, quando foi considerada por ele como a Camaleoa digna de raptá-lo, muita água rolou embaixo da ponte, até que a Regina Casé ganhasse o posto de mulher mais mal vestida do país, ou seja, uma das nossas maiores celebridades brega.

.

Cicciolina.
De atriz de filmes pornô a Deputada da Itália, foi uma longa caminhada de breguisse da Cicciolina ao estrelato mundial. Com seu guarda roupa extravagante e o seu modo de ser porno-social, ela reinou absoluta em meio aos escândalos dos anos 80.


Elke maravilha.
A russa, que já é extravagante no nome, Elke Giorgierena Grunnupp Evremides, inventou o brega, patenteou, cobra royalties e abre franquias.


Nina Hagen
A extravagante cantora alemã, que chegou a meter um Hit nas nossas paradas de sucessos dos anos 90, ficou mais famosa por seus modelitos de mau gosto e o rato tapa sexo que usava nos shows, do que por seus dotes musicais.


Kelly Osbourn.
Ozzy Osborn, um dos maiores cantores de rock de todos os tempos que atuou numa das melhores bandas de rock de todos os tempos, o Black Sabath, teve um grande Karma: uma filha cantora pop brega absolutamente medíocre. Depois disto, o cara nem precisa mais ir para o inferno por causa dos pintos e morcegos sacrificados no palco em nome da bizarrice roqueira.


Amy WineHouse.
.

Cher.
A “hour-concours” mundial da breguisse de todos os tempos é, sem dúvida nenhuma, a atriz Cher, quer seja pelas roupas, quer pelo resto da sua obra musical e dramática. A Top 1 merece duas fotos: