aos dias de pôr, próxima aos do nascer

terça-feira, 5 de junho de 2012

sofra


que sofra, sofra mais que bem-me-quer dos mais
sofridos depois de não ter sido sacrificado na ida do amar
que vá enquanto te amo? Mentira, não mais...
vá desapercebido do que sentes
o teu amor fica amargurado
na ponte que separa a tua
e minha vida
já ida

que sofra e mais e mais e mais
para aprender a sofrer sem matar
amar sem fortidão
amar com respaldo verdadeiro

que sofra depois de sofrer por ninguém
que sofra e chore quando não há
não há o ninguém para sofrer
apenas sofra sem parar...

e o sopro que te sopra
é o sofrido que teve em mim
se a ti sofri mais-que-o-tempo-normal
tu é que não amou nem assim

que sopro que venta a vírgula do amor, amor
no ponto que te seduz, tinha a reticência do outro dia
exclama, agora! Exclama!
quer-me de volta na cama?
insana, oh
insano tempo que tudo que vai volta
bem dito é a fala dos que amam
que não falam a toda hora...
Um eu te amo.

chora, chora com vontade
tua lágrima já lacrimeja tarde
não deixarei quem me ama
que por sinal,
amo igual.

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