aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Olha, mulher...


y canta, y canta...

Escucho todo en cada ojo , el sonido de su toque
el toque de sus manos tan suave y firme
este amor en cada cosa tocado, produce sinfonía
el placer transmutado que nos deleita
 y cómo canta y canta y canta ,
como un pájaro en los buenos días 
y las buenas noches, a la luna

terça-feira, 29 de setembro de 2015

eu comi um pudim de passas e...


Nem o papel da conta
não se deixa escrever
o amor que não
que não consegue ser poesia
de tão poema que por si só que é
já basta não ser lido em nada
quem lê vai dizer
que o amor é uma bosta
mas eu digo
que tem gosto de pudim de passas



não arranjo escrever
o doce que há dentro de ti
não que tu sejas oca
eu é que adoço os lábios
com o teu leite moça
antes de qualquer poesia
passar pelos meus dedos

do teu gosto,
fiz-te
um soneto
de oralidade

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

a coisa dentro de ti

a coisa de ti é tão assim
que entrei sem perguntar
se havia lugar pra mim
mas a coisa foi tão boa
que não ousei à toa
sair por onde entrei




terça-feira, 22 de setembro de 2015

mas e o que tem eu com isso?

O que seria do café
sem a manhã triste
pra alegrar a alma?


O que seria do poema
Sem a palavra perda
Pra confortar alguém?



O que seria de mim
sem a tua saudade
pra bajular a expectativa
de te beijar loucamente,
como se fosse – sendo
a primeira boca?

''poco, loca. 
oca que cabe eu''.
meus encajes... 


 


O que seria da vida
sem a tua ausência
pra matar minha saudade?



O que seria dessa fotografia
Sem a imagem desfocada
Pra nos sorrir em qualquer cor?



O que seria das coisas
Sem as coisas
Pra nos fazer pensar noutras?




Mas e o que seria?
nada que me levasse 
a sério
a não ser você,
sem meus ajuizados
não se ria! 

su
poesía
sua
o verso
nu

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

ai de mim!

ai de quem não leia um poema
ai do poeta que  não escreva um amor
ai de mim que não poete nossa afeição
ai do poeta que ama exageradamente
nem o excesso de amor o separa do papel
nem o papel consegue lhe transbordar
tantas separações
ai de mim, pobre de mim
que de amor já fiz
e hoje farei

de amor. 


o que é poesia?
não sei
mas talvez,
seja
um poema, 
pois então
ai de mim
não saber?

ai de mim
não escrever
por vários séculos
ai de mim
que não
acontecerá nada

ai de mim
lendo 
só de coisa passada
ai de ti
escrevendo
só de coisa próxima

ai do mundo
que seria monocíclico
sem as voltas que
ele gira

ai das voltas
se fossem tal como 
somente razão
não voltariam, jamais
pra recomeçar tudo
outra vez. 





quinta-feira, 10 de setembro de 2015

não lhe quis tragar a boca!!!!!



- pino da noite
notei o piano
piando a nota
do ato de amor
que ando notada –




pedi-lhe um cigarro
não sabia o que segurar.
entreguei-me o vício
e já possui em outro,
sem explorar
não lhe pedi
mais
coisas.
mais lhúfas.
não apeteci
um fumo
- sequer
não lhe quis

tragar

terça-feira, 8 de setembro de 2015

a Maior prova de amor




eu-quero / 

tu-derme /


ele-gante /

nós-meus /
vós-sos/ 

eles-tróns /










a MAior prova do meu amor é não dever

provar o amor que há.


a MAior prova do meu amor é também além

de, é amar.


a MAior prova do meu amor é dizer-lhe o

quanto amo enquanto a minha voz puder

falar.

a MAior prova do meu amor é fazer da

poesia e do amor a maior prova de que

ambos diferenciam-se por nada.


a MAior prova do meu amor é provar teu

gosto, a tua pele, os teus jeitos, a tua fala, o

teu cheiro, a tua onomatopéia de quando

canta dentro da minha boca, sem pensar que 

devo

te provar todos os dias, sem pensar que devo

lembrar a tua existência para que eu possa,

então, desejar te provar todos os instantes.


Sem pensar que devo pensar as coisas que

devo fazer para te conservar dentro de mim.


Não há o que lembrar

quando vê, já foi

sem pensar que se deve

o amor,

é um deslize que não se teme

não dever nada



quinta-feira, 3 de setembro de 2015

meus pêsames, meu pesar.


há pensar
do pesar
que a vida
em pensamento
peca quando há
há de pensar no que
o outro irá
pensar

meus pêsames,
meu pesar.

que o outro pensa,
o que irá – mesmo – pensar
há o meu rezar

meus pêsames,
meu pesar.

Penso.
logo,
há peso.

pensei em tu's 
beijos
agora,
azar! 


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Sobre o gosto do mês de agosto

Sobre o gosto do mês de agosto
E o mês de agosto, foi-se a gosto. Depois de degustar os gostos, o mês que passou, passou sem contra-gostos! Gostou? É que nem a vida, cada gosto na sua. Cada dia no seu mês. Cada coisa em seu devido gosto.




"Deixei uma ave me amanhecer."

- Manoel de Barros