aos dias de pôr, próxima aos do nascer

terça-feira, 29 de setembro de 2015

eu comi um pudim de passas e...


Nem o papel da conta
não se deixa escrever
o amor que não
que não consegue ser poesia
de tão poema que por si só que é
já basta não ser lido em nada
quem lê vai dizer
que o amor é uma bosta
mas eu digo
que tem gosto de pudim de passas



não arranjo escrever
o doce que há dentro de ti
não que tu sejas oca
eu é que adoço os lábios
com o teu leite moça
antes de qualquer poesia
passar pelos meus dedos

do teu gosto,
fiz-te
um soneto
de oralidade

2 comentários:

Anônimo disse...

ainda bem que mudou de musa...

Anônimo disse...

comeu um pudim de passa e..... pelo jeito, comerá o mesmo.