aos dias de pôr, próxima aos do nascer

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Tímidos lábios dourados



Tímidos lábios dourados
frágeis deslizes que me firmaram
nas quedas de tocar os seus suaves,
os seus cabelos em toques mais graves

digo, então… Seria uma ave?
a minha ave?
diria mais que me fizera voar
ao meio do ar, fizeste também voltar

ao teu corpo, quis pousar
a base que me ‘ofereceu’, o pouso
nortearam aquela noite, a praça
o céu solto, a firme lua
quanta graça!

abaixo de olhadas,
uma estrela por nós brilhava
o céu mais solto, a lua nova
o escuro que se fez
fez-me te enxergar pra sempre
longe da imaginação
era de perto o meu maior presente

quanto gosto em teus beijos
a suavidade de seus movimentos
suficientemente suados
minha enérgica oralidade
fitando-te pelos cantos dos lábios
dos meus beijos babados

quanta simplicidade em me tocar
mãos esparsas sobre as dermes das pernas
lentamente, foi-se relizando a utopia
de te querer produzir em mim
ser uma sinfonia
era domingo, era de dia…

iniciou-se um Sim com nosso som
com a nossa Fonia…
Sim, tu és minha
Sinfonia!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

e que tudo tal qual




 eu quero o amor o aqui e agora
antes que me levem para a última hora
eu quero ter o que ainda posso
antes que me levem embora
eu quero que dure esse encontro
como sendo a sensação de uma chegada

ai, se todo momento
fosse tal como o de chegada
e que toda a morte
tal como a única certeza

e que toda a partida
tal como um amadurecimento
e que todo amor
tal como o primeiro

e que tudo tal qual
 fosse como
teu amor…

mas nem tudo é tal como
e nem todos escolhem a saudade


ai como é aflita a manhã e hora
que desperta, fecho malas
largando teus braços
como é doído ver o quanto choras…

finda a tarde , o sol e a lua
finda tudo e já não se tem mais nada
amanhece e tu já vens, a imaginação nasce
e tu logo retornas…



sexta-feira, 16 de novembro de 2012

E quando o telefone não toca e aquela mensagem não é respondida…


E quando o telefone não toca e aquela mensagem não é respondida…

Enviar algo a nós mesmos. Estar despreparado para um breve silêncio desesperador. Querer respostas automáticas e fazer com que as pessoas sempre estejam prontas a nos responder. Quantas vezes enviamos mensagens a nós mesmos? Até que ponto temos que provar as nossas incertezas só para confirmar uma precipitação individualista? Quantas vezes o celular é olhado várias vezes ao dia, almejando o barulhinho de uma mensagem?

E as chamadas não atendidas que nos tornam dependentes de querer que sejam sempre de uma única pessoa? E o celular que nos torna o meio pelo qual nossa liberdade é de fato distribuída entre os demais? O único tempo de espera que nos mata em suaves prestações é o mesmo daquele em que nos propusemos a mendigar uma resposta. O tempo não é perdido até porque chegará um momento em que essa espera decidirá o tempo do nosso amadurecimento.

Amadurecer não é saber colocar respostas em suas devidas perguntas, amadurecer é não saber tudo e ter convicção desse fato, amadurecer é esquecer das satisfações da nossa vida… É não lembrar a última briga e também brigar pela primeira vez. É saber olhar e não como devemos ser olhados aos demais, pois pelos nossos olhos já existem às pencas. Somente o tempo nos colocar em nossos devidos lugares. Somente o tempo dignificará as rédeas do nosso amadurecimento.

Somente o tempo fará com que essa espera seja despertada em outros indivíduos que possam passar a esperar por nós. Somente o tempo é o decisor de quantas pessoas foram e quantas se tornaram insubstituíveis. Somente o tempo esquece. Somente o tempo nos fazer lembrar. Somente o tempo nos leva. Somente o tempo poderá nos trazer… 

            E quando o telefone não toca e a mensagem não é respondida, mude o destinatário e comece a fazer perguntas ao próprio remetente, muitas vezes quem espera por respostas não deseja nossas perguntas. Muitas vezes as perguntas feitas para nós mesmos já basta para nos tornar pessoas desejadas das nossas respostas…

Crônica do Jornal O EDITOR.



sábado, 10 de novembro de 2012

para você saber...

 
 
O que sentes, o instante
em estar sós de mim?
não me faças somente sobrar
sei que não o fazes
diga sim pra mim…
 
Modesta que sou
duvido não me pensar
mas não sou o todo seu
ainda,
pois falta-nos o pouco
o beijar
 
Não sejas a fuga
sei que não és
não sumas de mim
sei que não foi o acaso
tampouco o destino
fomos o que não se sabe
talvez, o amor em sua verdade
 
 
Viver ao tempo
de nada há o milagre
nem rezando
consigo
apressar-te a mim
 
Que sejamos breves
aos teus olhos,
resta-nos apenas enxergar
um ao outro
um alado ao lado
falta-nos ficarmos olhando
nossos olhos ladiados
 
aos teus dedos,
falta-nos entrelaçar
numa só mão
falta-nos sermos tocados
 
 
Ao resto,
não nos cabe
não nos falta
 
a imaginação é o terno guia
do quanto é amor
 
 
do quanto te amarei…
 
do quanto posso ser teu…
 
Por vezes,
não teria fim
o poema do mais óbvio
 desejo que tu és
por mim
 
Mas como sempre
existem os horários
por hora, eles voam
por outra, não troco
o sentimento de
querer-te para sempre
em que durar neste
presente.
 
Aos momentos, que são esses
tens sido o impulso em despertar
já estando acordada, margeiando o onírico
não bastando dormir
tu és o fato em me fazer
numa só realidade
de te pensar na guerra, na marcha
de te pensar na ordem
em te pensar em momentos
em que deveria não me lembrar de ti…
 
Mas, tu existes
é o fato típico
de me constar
em tua vida
sendo  que já és o basta
para encostar, as costas
um caminho,
ao nosso coração…
 
Diga sim pra mim…
 
 

sábado, 3 de novembro de 2012

sou que sois


eis que sou somente eu, seu 
em sóis que sois os sinais 
sinalíticos de seduzirem a mim
mais por si em me sentir
satisfeita nos sulcos do seu suor

que sejamos soterrados em súplicas
a sós, semeando o sol
secando o sono
para sair do mundo sonolento
de simplesmente sonhar

eis que sou o sabor de sentir
o sigilo de não saberem
o seu sossego que és
em ser o sitio da sílaba
a sós e beijar

situado em cinco formas
neste poemas, és o meu
céu e ficaste longe da minha terra
nem por isso e nem aquilo
ouso deixar de sentir tua ausência