aos dias de pôr, próxima aos do nascer

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Tímidos lábios dourados



Tímidos lábios dourados
frágeis deslizes que me firmaram
nas quedas de tocar os seus suaves,
os seus cabelos em toques mais graves

digo, então… Seria uma ave?
a minha ave?
diria mais que me fizera voar
ao meio do ar, fizeste também voltar

ao teu corpo, quis pousar
a base que me ‘ofereceu’, o pouso
nortearam aquela noite, a praça
o céu solto, a firme lua
quanta graça!

abaixo de olhadas,
uma estrela por nós brilhava
o céu mais solto, a lua nova
o escuro que se fez
fez-me te enxergar pra sempre
longe da imaginação
era de perto o meu maior presente

quanto gosto em teus beijos
a suavidade de seus movimentos
suficientemente suados
minha enérgica oralidade
fitando-te pelos cantos dos lábios
dos meus beijos babados

quanta simplicidade em me tocar
mãos esparsas sobre as dermes das pernas
lentamente, foi-se relizando a utopia
de te querer produzir em mim
ser uma sinfonia
era domingo, era de dia…

iniciou-se um Sim com nosso som
com a nossa Fonia…
Sim, tu és minha
Sinfonia!

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