aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quarta-feira, 26 de junho de 2013

vida militar - parte III

os nossos dedos choravam sangue pelos poros coagulados,
os calos eram apenas mais algumas marcas para ir embora, aos poucos
não dizendo nada e levando uma lição de moral, de vida e sobrevivência
registrados na próprio corpo nu e calado
 calando calos, dó desses coitados

a orientação das trilhas me chamavam a seguir um palheiro
faca na caveira a pé e a fé de nós guerreiros
batucando o coração para nos ver vencer
sem medo dos raios, do temporal e dos terreiros
de falanges árduas num elo entre nós companheiros

atrás do nosso amor, ressurgia a gana de uma batalha
correntezas nas margens das cachoeiras,
mãos amigas firmes para não morrer em cima de uma falha
coração, um eterno grão semeado junto a Deus
protegendo-me de qualquer momento de bobeira…


terça-feira, 18 de junho de 2013

Escrevo como se erra o amor


Escrevo como se erra o amor
Descompromisso a mim, a letra
No que se falta ainda mais
Quando se lê apenas um par,
Pouco pra acertar
Só dois, só duas…
O par!
Um mais um, baby
Somos nós.

As tatuagens todas rabiscadas
Os erros do “português ruim”
Fartam-me de tamanhas leituras
Lendo-te de ponta a ponta
Por detrás do grafite e da sombra de giz

Quanto desenho exibe neste corpo?
Um, dois, três…
De perder as contas de quantas foram pra ti…
Mas o meu?
Eu quero mais.
A ganância em resumira única pele
Enxugando os epitélios
Numa única derme

Alisa-me pela frente do meu  desenho
A tatoo que me entregas-te e fez florir
Cerejeira, que me brotas
O fruto do quanto suga a ti
Sacia-me como água gelada
Basta-me como eu e mais ninguém!

Quanto rascunho mensurado
Os rabiscos de gris nos punhos
Agarraram-me carne e dentes
Empurrando a raiva de que fostes
A última e nada mais!

Quantas curvas numa estrada só
A modernidade que me perdoe
Mas o GPS da minha inquietude
Desorienta-me de cabo a rabo
A racionalidade do pouco que ainda penso

Às vezes, o raso só nos leva
Mas o repuxo precisa nos jogar
Preciso ser jorrada, vomitar o cisco
Varrendo o regurgito pra te lembrar:
Eu ainda existo!

Preciso ser a estrada, o cabo de um rabo
Atravessar o chão a nado
Tu sabes que me vou, que eu vou
Sabes que sou.

Preciso que rodem por cima de mim
Arrancando meu basalto, bem omissa na poeira
Quietinha por detrás, sem um “ai” do lado de fora
É pouco que basta!
Precisamos do muito que é irrisório
Mas precisamos querer
Quem sabe, um tanto mais de barulho
Incomodará alguém…









Escrevo como se erra o amor


Escrevo como se erra o amor
Descompromisso a mim, a letra
No que se falta ainda mais
Quando se lê apenas um par,
Pouco pra acertar
Só dois, só duas…
O par!
Um mais um, baby
Somos nós.

As tatuagens todas rabiscadas
Os erros do “português ruim”
Fartam-me de tamanhas leituras
Lendo-te de ponta a ponta
Por detrás do grafite e da sombra de giz

Quanto desenho exibe neste corpo?
Um, dois, três…
De perder as contas de quantas foram pra ti…
Mas o meu?
Eu quero mais.
A ganância em resumira única pele
Enxugando os epitélios
Numa única derme

Alisa-me pela frente do meu  desenho
A tatoo que me entregas-te e fez florir
Cerejeira, que me brotas
O fruto do quanto suga a ti
Sacia-me como água gelada
Basta-me como eu e mais ninguém!

Quanto rascunho mensurado
Os rabiscos de gris nos punhos
Agarraram-me carne e dentes
Empurrando a raiva de que fostes
A última e nada mais!

Quantas curvas numa estrada só
A modernidade que me perdoe
Mas o GPS da minha inquietude
Desorienta-me de cabo a rabo
A racionalidade do pouco que ainda penso

Às vezes, o raso só nos leva
Mas o repuxo precisa nos jogar
Preciso ser jorrada, vomitar o cisco
Varrendo o regurgito pra te lembrar:
Eu ainda existo!

Preciso ser a estrada, o cabo de um rabo
Atravessar o chão a nado
Tu sabes que me vou, que eu vou
Sabes que sou.

Preciso que rodem por cima de mim
Arrancando meu basalto, bem omissa na poeira
Quietinha por detrás, sem um “ai” do lado de fora
É pouco que basta!
Precisamos do muito que é irrisório
Mas precisamos querer
Quem sabe, um tanto mais de barulho
Incomodará alguém…