aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quarta-feira, 29 de abril de 2015

que vá à puta que pariu




não sei se
se escrevo pra
ou por ti
se digo ou não nada
se falo o que incomoda
ou calo a tua boca
boba à moda de

não sei se é o pior emudecer
talvez, agora não pode ser
e se o melhor é ficar no

e se
e se
  e se...



não sei se falo que amo mais que a vida
porque a vida também me ama quanto eu a ela

não sei se será o instante de falar o que penso
porque a vida não é santa, é sim uma desbocada
por vezes, ela é muda e não pensa bosta de nada

também não fala toda hora
nem na certa-errada hora
ora se a vida que é dela toda ela
por que eu choro por ti agora?

eu que não serei a travada a me preocupar
em ser como os outros, frear nas palavras
não chorar, desabrochar

que nada, qualquer palavra que saia, saiu
qualquer frase que pronuncio, foi

pariu...

e se eu estiver enganada, esse amor
que se vá à puta que partiu!

segunda-feira, 27 de abril de 2015

falando das musas

Falando das musas

Musa de hoje: a penúltima

A penúltima musa, adorável em todos os sinais conectivos... Confesso, emudeci e faltou mais nada para que o mundo virasse animal, punk, frenicoque! Tentamos contato, mas tive a impotência grudada em minha consciência. Nunca fui assim, ora! Estranhei-me de cabo a rabo. Mas adorava quando fazia as coisas que mais gostava - todas. Fumávamos, bebíamos, beijávamos, despíamos e prazeres da carne, da alma e das rendas - quanta lucidez e alucinação juntas? Um nome próprio que fiz, amei e gozei muito debaixo do surreal. Os cappuccinos... Capitu! Nossa, desigual em separar quem saiu ganhando mais. Nunca fomos apenas duas. Não gostávamos de dividir apenas em nós mesmas. De meras fatias a biodiversidade já era. Eu nós éramos de todos, das coisas, dos objetos, de dois e mais três, mas éramos felizes e nunca mais achei uma forma de te querer novamente...

Um beijo clandestino!

E hoje eu assopro as pétalas mais plumosas para que elas sobrevoem teus cabelos longos e que beijem teus dois lados da face, do rosto, das bochechas azuladas!




sábado, 25 de abril de 2015

Lígia, feliz aniversário!



Lígia, a linda vinda
há 36 anos, ser bem-vinda
Vindo, vindo…
veio que veio
aqui fica
a que ficou assim:

Assim com teus sinais estelares
que flamejam o prumo no olhar tênue
teus olhos, Lígia, lantejoulas purpurinadas
eles são felizes,
batem palmas, abrem e fecham
sem precisar piscar muitas vezes

Assim com a constelação firme da terra
cintilam os sentidos de senti-los
do terreno abalizado do teu olho acobreado

E a estrela do cruzeiro do sul,
do céu azul
és tu, Lígia, num reflexo do olhar
daqui debaixo
daqui da terra
daqui de nós


Teus olhos espelhados que refletem
um bom olhado de ser feliz e
mais nada de mais
apenas ajuízam as coisas que olha

Lígia, que vinda Linda!
como emana uma cor esmaltada
e não oculta a felicidade, a forma
o teu feitio de ser assim: feliz, feliz
e assim…
brilhar cada vez mais,
a cada ano a mais!

Parabéns, Lígia
Feliz Aniversário,
Hoje, envelheceu em Santiago!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Amo sem precisar amor

Amo sem precisar amor
encosto sem carecer avizinhar
levito sem querer flutuar
almejo sem dever esperar
- Eu amo com o teu amor enjaulado -

Explode as entranhas de tanto apego
lustro teu olhar em toques iguais
cuido a tua face, quando
fecho teus olhos para me beijar
- sem parar -

Vigio a ti, meu apego
os teus dedos gris
que tanto aliso, acamo
tuas mãos, em sedas que seduzo
decomponho


O que seria esse cosmo?
sem o caos que implodiu em minha vida?
sem tua existência,
não seria tão assim – profunda,
- sinto-me viva, afortunada pela fundura -

Sem nada de ti
não existiria amor, não amaria…
não amaria as orquídeas,
as azerolas,
as acerolas e orquídeas
não amaria tua vida

Sem nada de ti
menos que a mim
não amaria aquém
de qualquer casta
não existiria em mim
mais fadas
- nada -


por ti, meu bem
eu já não seria
não seria assim
tão bem abastecida
- amada –

Eu amo sem precisar o amor
o teu amor, tua afeição
flameja tua áurea que por mim
faria qualquer coisa
- inclusive –

por  ti  .......... pra sempre!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Cosmos com meu cosmo

E eu que pensei que nada mais escreveria. Que nada! Um pensamento rápido e passou. Nunca alguém me rendeu tantas páginas estando em silêncio. Uma solitude calada que dobra meus dedos. Eu sofro como todos os poetas sofridos em desespero. Eu morro várias vezes e já perco a noção das formas de voltar a viver. Estás sendo um alimento em minhas produções. Até quando? Gostaria de acabar o conto de fadas. Mas não é. Nesse momento, engasgo palavras. Seria o fim? O meu fim? O nosso? Odeio escrever pausadamente, respirar para transpirar a inspiração é uma agonia fúnebre. 



Alguém, bem longe, descompromissa uma confiança, uma entrega, um ato covarde de ser feliz. Eu é que esqueço - nem todas as pessoas são livres - . Eu sim, atormento as arrebentações das águas, dos mares, da gravidade que não nos coloca no chão. Sim, baby, estás indo embora - que eu sei. Já foi? O que falta? A minha fragrância exala até você? Esvai, baby. Esvai... Vai.. Ai, que dor! Falta-lhe nada mais. Céus, não consigo mais sobrevoar tuas nuvens. Num vês? Não né?  Eu gostava tato de você...



Simplesmente, pela prévia escolha da tua tendência, na hora da concepção do ser - não estarei mais tão a fim de ti...


Cosmos com cosmos? Cosmos com apenas o meu de nada além. Fim!!!!!!