aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quarta-feira, 29 de abril de 2015

que vá à puta que pariu




não sei se
se escrevo pra
ou por ti
se digo ou não nada
se falo o que incomoda
ou calo a tua boca
boba à moda de

não sei se é o pior emudecer
talvez, agora não pode ser
e se o melhor é ficar no

e se
e se
  e se...



não sei se falo que amo mais que a vida
porque a vida também me ama quanto eu a ela

não sei se será o instante de falar o que penso
porque a vida não é santa, é sim uma desbocada
por vezes, ela é muda e não pensa bosta de nada

também não fala toda hora
nem na certa-errada hora
ora se a vida que é dela toda ela
por que eu choro por ti agora?

eu que não serei a travada a me preocupar
em ser como os outros, frear nas palavras
não chorar, desabrochar

que nada, qualquer palavra que saia, saiu
qualquer frase que pronuncio, foi

pariu...

e se eu estiver enganada, esse amor
que se vá à puta que partiu!

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