aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Cosmos com meu cosmo

E eu que pensei que nada mais escreveria. Que nada! Um pensamento rápido e passou. Nunca alguém me rendeu tantas páginas estando em silêncio. Uma solitude calada que dobra meus dedos. Eu sofro como todos os poetas sofridos em desespero. Eu morro várias vezes e já perco a noção das formas de voltar a viver. Estás sendo um alimento em minhas produções. Até quando? Gostaria de acabar o conto de fadas. Mas não é. Nesse momento, engasgo palavras. Seria o fim? O meu fim? O nosso? Odeio escrever pausadamente, respirar para transpirar a inspiração é uma agonia fúnebre. 



Alguém, bem longe, descompromissa uma confiança, uma entrega, um ato covarde de ser feliz. Eu é que esqueço - nem todas as pessoas são livres - . Eu sim, atormento as arrebentações das águas, dos mares, da gravidade que não nos coloca no chão. Sim, baby, estás indo embora - que eu sei. Já foi? O que falta? A minha fragrância exala até você? Esvai, baby. Esvai... Vai.. Ai, que dor! Falta-lhe nada mais. Céus, não consigo mais sobrevoar tuas nuvens. Num vês? Não né?  Eu gostava tato de você...



Simplesmente, pela prévia escolha da tua tendência, na hora da concepção do ser - não estarei mais tão a fim de ti...


Cosmos com cosmos? Cosmos com apenas o meu de nada além. Fim!!!!!!

Um comentário:

Everaldo Martins disse...

Camila, quanta inspiração. Feliz que volto a ler teus desabafos, palavras. Muito obrigado!