aos dias de pôr, próxima aos do nascer

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Amo sem precisar amor

Amo sem precisar amor
encosto sem carecer avizinhar
levito sem querer flutuar
almejo sem dever esperar
- Eu amo com o teu amor enjaulado -

Explode as entranhas de tanto apego
lustro teu olhar em toques iguais
cuido a tua face, quando
fecho teus olhos para me beijar
- sem parar -

Vigio a ti, meu apego
os teus dedos gris
que tanto aliso, acamo
tuas mãos, em sedas que seduzo
decomponho


O que seria esse cosmo?
sem o caos que implodiu em minha vida?
sem tua existência,
não seria tão assim – profunda,
- sinto-me viva, afortunada pela fundura -

Sem nada de ti
não existiria amor, não amaria…
não amaria as orquídeas,
as azerolas,
as acerolas e orquídeas
não amaria tua vida

Sem nada de ti
menos que a mim
não amaria aquém
de qualquer casta
não existiria em mim
mais fadas
- nada -


por ti, meu bem
eu já não seria
não seria assim
tão bem abastecida
- amada –

Eu amo sem precisar o amor
o teu amor, tua afeição
flameja tua áurea que por mim
faria qualquer coisa
- inclusive –

por  ti  .......... pra sempre!

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