aos dias de pôr, próxima aos do nascer

sábado, 10 de novembro de 2012

para você saber...

 
 
O que sentes, o instante
em estar sós de mim?
não me faças somente sobrar
sei que não o fazes
diga sim pra mim…
 
Modesta que sou
duvido não me pensar
mas não sou o todo seu
ainda,
pois falta-nos o pouco
o beijar
 
Não sejas a fuga
sei que não és
não sumas de mim
sei que não foi o acaso
tampouco o destino
fomos o que não se sabe
talvez, o amor em sua verdade
 
 
Viver ao tempo
de nada há o milagre
nem rezando
consigo
apressar-te a mim
 
Que sejamos breves
aos teus olhos,
resta-nos apenas enxergar
um ao outro
um alado ao lado
falta-nos ficarmos olhando
nossos olhos ladiados
 
aos teus dedos,
falta-nos entrelaçar
numa só mão
falta-nos sermos tocados
 
 
Ao resto,
não nos cabe
não nos falta
 
a imaginação é o terno guia
do quanto é amor
 
 
do quanto te amarei…
 
do quanto posso ser teu…
 
Por vezes,
não teria fim
o poema do mais óbvio
 desejo que tu és
por mim
 
Mas como sempre
existem os horários
por hora, eles voam
por outra, não troco
o sentimento de
querer-te para sempre
em que durar neste
presente.
 
Aos momentos, que são esses
tens sido o impulso em despertar
já estando acordada, margeiando o onírico
não bastando dormir
tu és o fato em me fazer
numa só realidade
de te pensar na guerra, na marcha
de te pensar na ordem
em te pensar em momentos
em que deveria não me lembrar de ti…
 
Mas, tu existes
é o fato típico
de me constar
em tua vida
sendo  que já és o basta
para encostar, as costas
um caminho,
ao nosso coração…
 
Diga sim pra mim…
 
 

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