a veste e o chapéu pretos saem dos armários

geada
gélida, adentra poro a poro carnal
granizos
uivando ao vento a vento abaixo do céu
galhos
gelados destemperam o quinto dos infernos
a veste e o
chapéu pretos saem dos armários
combinam-se
em grãos de cafés e olhos esféricos
.
sou a brasa
que congela, o coração que acelera e ama mais
os cabelos
um lacre, um véu de pancadas anemófilas
Ohhh, vulcão
catalítico das baixas temperaturas
faz-me ficar
contigo por mais dias
.
vou-me pro
recinto, assentar meu ninho
uma chama
escorre no cálice do vinho
vou-me aonde
fores, inverno anual
um poema
gelado vale mais que um corpo sozinho...
.
porque
passar por ti e sentir o que arrancas de mim já basta pra me fazer feliz.
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