aos dias de pôr, próxima aos do nascer

sábado, 9 de junho de 2012

a veste e o chapéu pretos saem dos armários




geada gélida, adentra poro a poro carnal
granizos uivando ao vento a vento abaixo do céu
galhos gelados destemperam o quinto dos infernos
a veste e o chapéu pretos saem dos armários
combinam-se em grãos de cafés e olhos esféricos
 .

sou a brasa que congela, o coração que acelera e ama mais
os cabelos um lacre, um véu de pancadas anemófilas
Ohhh, vulcão catalítico das baixas temperaturas
faz-me ficar contigo por mais dias
 .

vou-me pro recinto, assentar meu ninho
uma chama escorre no cálice do vinho
vou-me aonde fores, inverno anual
um poema gelado vale mais que um corpo sozinho...
.
 

porque passar por ti e sentir o que arrancas de mim já basta pra me fazer feliz.



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