aos dias de pôr, próxima aos do nascer

segunda-feira, 11 de junho de 2012

poema de um atordoado



no imaginário que voa
a mente bagunça a voz
escuto o zunido de asas
a louca varrida é a água
escura, a trêmula gaga timpânica
me irrita, seca minha cera
saia daqui, não deite a minha cama!

vai-te longe,
moribunda atordoada
deixe-me em paz,
no relicário de rosas,
saia dos sonhos
deixe-me surda pra não te ouvir
saia da realidade
deixe-me viver uma vida de cada vez.

não irrite,
espírito do esgoto,
aceite a ti mesma
como o odor produzido
quando jurou a própria eternidade
no lugar do amor de duas pessoas!

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