aos dias de pôr, próxima aos do nascer

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Vaso sangrento




Tento esvaziar os cacos
em canos sanguíneos
esperar um vento
que os assopre
e carregue todo o sangue.

Tento esvaziar as células
esperar um meio hipertônico
que as plasmolisem
e carreguem minha hidrologia.

Tento esvaziar o coração
esperar um novo amor
que me deixe louca
e que carregue os jingados.

Tento esvaziar o corpóreo
as válvulas, veias e artérias
os vasos, as varizes e vozes
todos os vezinhos e veadões
compor em véu, de bolinhas brancas.

Tento, esvazio e faço a composição,
empaco sempre; fico mula tartaruga,
nas tentativas em esvaziar o coração
e não consigo sucumbir para frente,
sabendo desse 1°meiro amor
que vedou o avulso vaso sangrento.


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