aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012


Tempo de nós mesmos



Há os que dizem que o tempo une e separa as pessoas, diria por assim que o destino é a constituição de seu próprio tempo sem muitas formalidades. O óbvio é ele mesmo, sua originalidade nos conduz em desacreditá-lo, em não dar sequer uma mínima importância para uma breve espera. Quando não estamos esperando é o momento de receber as possíveis coisas que um dia tanto esperamos.
Muitos já tiveram a oportunidade de se darem conta disso, outro é justificável a pressa para não ficarem sozinhos. Pressa é para aqueles que não querem o próprio momento, acabam por perder um futuro muito próximo pelo simples fato de atropelarem seus sentimentos. Com seu elegante movimento, a Terra gira. Com suas voltas, as coisas vão para seus devidos lugares. Pressa pra quê? A pressa não chega. A pressa não traz de volta. A pressa é a imperfeição, o desespero e a banal ideia de ser impaciente por técnica. A pressa nos desapressa de conseguir a última esperança! O momento é o único momento em que temos a certeza de que nada é por acaso e sua ancestralidade nos confirma em apenas amá-los.
Há os que amam apenas por conveniência, tornam-se tão acomodados quanto saber que estarão sempre abertos em qualquer hora do dia, estarão sempre por lá em seu devido lugar esperando o comodismo sem muitas formalidades. Diria então, que o amor e a pressa andam juntos, assim como o amor e o ódio. Diria então, que amar pode fazer mal a alguém, mas saber amar não tira pedaço de nenhum coração…

o destino destina-se a levar a destino
e quando não aceitamos,
é apenas para não entender mesmo
assim como o tempo leva
ele também nos traz
assim como a chuva que molha
o coração também não bate mais…
assim como tudo tem que ser
num outro dia, já é amor
não é acaso, é a vida desapressada de si
querendo apenas saber mais deste mundo
saber mais de nós mesmos
nos descobrir…

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