aos dias de pôr, próxima aos do nascer

terça-feira, 21 de junho de 2011

... e o pra sempre "sempre" acaba...



Eu numero os cosmos como renuncio ao amor. Pode ser que esta queimação não seja novidade e nem o vermelho-laranja do que arde em mim. Quando perdemos, arde tudo. Arde o amor que deixamos de dar, os pedidos que não aceitos, os desejos que não realizados. Arde, queima e a gente reza para que o final chegue logo. Ardemos para esperar ser consagrada juntamente com as cinzas, ardemos queimando muitos hidrogênios e deixamos a matéria de lado para buscar alguma explicação utópica. Eu tenho um leito, que acolhe minhas tempestades, é um arado grotesco e firme ás minhas lágrimas que vedam as portas dos meus olhos, o único orifício nasal, as cordas dos meus ecos e por fim a morte de um amor. Indelicada em fazer tais pontuações, injusta em explicitar meus ternos sentimentos de luto e deixá-los sobrepor meus dedos diante da vertente de cada um. Tantos manuscritos recitados por tantos sábios, profetas, poetas, Deus, Darwin e tudo mais a respeito do Amor. Talvez tenhamos mesmo que chorar até secar todas as gotas, fluidos, toda a parte hídrica que nos leve a sentir sede, que nos leve a amar novamente, que nos leve a beber um outro álcool e que venha a nos embriagar para que a permissão possa ser estendida ao coração drogado e dependente do mesmo vício, aos dendritos, axônios e toda aquela parte nervosa que não temos nenhum controle. Tomara que o meu leito encasule minhas preces por um período consideravelmente bom. Bom para que eu entenda, entende as palavras da Cássia dizendo que o pra sempre, sempre acaba e, também absorva de forma clara as palavras do Kim e do Júlio. Quem disse que o amor pode acabar?  “Te perdi”. Prometo te mandar muitas coisas boas: paz, luz, harmonia e muito amor, porque ninguém vive amando somente o próprio coração. Meu último contato contigo entre uma vírgula e outra. Ponto.


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