aos dias de pôr, próxima aos do nascer

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

um sussurro amiúde, já come



a vontade de tua mão escorre
a gota do suor que percorre
os arrepios da minha nuca fome
um sussurro amiúde, tu me come
abocanha minha boca'berta, já esvai






o tremor abala o corpo, tua saliva desce a cerne
como quem de amor não conhece à míngua
do teu beijo desce, desce, desce, desce
o lábio e a língua
ninguém pede trégua
porque o teu gosto jorra léguas
na cintura, as pernas, 
o meio, enxágua
o desejo deságua
na água da boca minha
abocanha, geme
faz manhã, quer mais
a bunda perde-se o atrito
no azeitado líquido que a mim termina.
me acaba
me come
me finaliza. 
me ama! 




2 comentários:

Anônimo disse...

AH
que retorno!

Anônimo disse...

molhei aqui.
poeta foda essa.