aos dias de pôr, próxima aos do nascer

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Aleluia uma, duas, três vezes...


ALELU(ia)
aos utópicos incansáveis,
que fazem de seus dedos arados e,
com a própria artéria,
rega o tempo para brotarem
mais algumas utopias
entre o pequeno espaço
que separa uma falange
da outra...

ALELU(ia)
aos que ensinam
com apenas os dois
olhos que "têm"
e ao único coração
que não "mente"...

ALELU(ia)
duas vezes,
aos que atravessam
alvos em fios de cabelos,
os trilhos das inexplicáveis
dores e alegrias humanas
na frente do trem que
carrega os fardos dessa
corrida interminável...

ALELU(ia)
três vezes,
aos saberes de quem
encontra na leitura,
letras prticulares
de um prazer individual...

ALELU(ia)
aos seres
que difundem seus valores
em ares radioativos
com as borrifadas em
fragâncias de encantos
de uma simples elegância
de como bater as asas
para continuar dispersando
perfumes ao vento
de uma atmosfera poluída...

ALELU(ia)
àqueles que fazem
o uso de sua própria língua,
seja para comer a carne da
essência que é constituído,
seja para falar de si mesmo...

ALELU(ia)
aos seres,
em meio a fadiga
dessa correria incessante
aos pés do mundo,
encontram tempo...

Tempo esse para refletir....
refeltir sobre o pó
em que vivemos
em algo um pouco melhor
antes de tornarmos
cinzas...

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