aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quarta-feira, 27 de abril de 2011

por que eu te abandonei?



Então,
Por que eu te abandonei?
Simples e porra
De uma dificuldade
Em absorver esse fato,
Sabemos mais que a nós
Disso!

Porque, anjo meu
Que um dia voava
Com minhas asas,
Havia liberdade
Em te ver em outra pessoa
Eu conseguia imaginar isso
Fechava os olhos e beijava
A tua boca sentindo
o gosto de outro ser

Por que eu te abandonei?
Muito branco nessa palidez
De entender,
Quando eu, realmente,
Falar a verdade desse
Meu pobre coração esmagado
Que sorria quando beijava
Os teus dois beiços atropelados,
Esses não mais
Serão esmagados pelos meus
E caso tenha atropelamento
Que venha a morte
E uma taça de vinho
Para que o último beijo
Seja digno de um momento
Elegante de nos despedirmos!

Por que eu te abandonei?
Respondo, com essa minha
Tendência traiçoeira dos escorpiões
Abandonei. Te deixei.
Te larguei daqui.
Por favor,
quando eu responder
motivos pelos quais quis essa
doideira,
Direi eu, olhando pra nossa taça
De vinho:
abandonei porque você
não é Ela e nunca será.

Vamos tomar um vinho?
Precisamos conversar...

Um comentário:

Jasanf disse...

Há um retórica presente no poema que o eu-lírica indaga uma resposta e somente a obtem no final da narrativa em verso. Belo poema. Gostei e virei seguidor. Depois passe em meu espaço http://lectandome.blgospot.com
Abraço fraterno,
Jasanf.