aos dias de pôr, próxima aos do nascer

terça-feira, 29 de junho de 2010

Frações das coisas


Talvez eu tenha irradiado incógnitas às suas decisões,
Talvez evapore do meu crepúsculo o que sempre existiu em mim: o amor...
Talvez eu detenha mais repugnância diante do tempo...
Talvez eu catalise o que ainda não se manifestou em mim...
Talvez eu pontue ainda mais o que chamo de escrita...
Talvez eu emita descargas elétricas a questionar por ares...
Talvez eu use minha sabedoria para desafiar meu crescimento
Talvez eu reavive o que se tornou inválido em mim...
Talvez eu não entenda mais as frações de segundos...
Talvez eu não espere os fatos se acomodarem...
Talvez eu não mais faça seleções pertinentes...
Talvez eu me entregue mais facilmente...
Talvez eu conquiste o que chamo de voar...
Talvez eu não encontre poemas para descrever mais um fato...
Diante de tempos, admirações, incógnitas e ilusão,
Surge em mim o que recito como alma encantada...
Reavive o que padeceu por lágrimas,
Vem junto com minha força o que chamo de mais um aprendizado...
Padece nesse momento o que faltou em outros tempos de derrotas...
Hoje, detenho o que designo de crescimento.

Um comentário:

Henrik disse...

A poesia que não interroga, não é nada. :-)