o Ar podre
O Poço que entrego às suas relíquias
É o mesmo que enterram seus ossos
Vasto fundo foi o que cavou
Usou o famoso garfo torno para cavoucar
Destrinchar a insana terra que habita,
Desejo o meu silêncio,
E minha palpita:
Que a umidade abasteça tua saliva
Que os sedimentos sustentem o cadavérico
Que os bichos da carne decompõem sua matéria
Que as pontas da cruz confirme o que fostes
Que os anelídeos afofem seu costeiro
Que o prato seja imenso para devorar o próprio sangue
Não mais, nunca mais...
Não mais nessa Terra.
Nunca mais nessa Fossa!
Aguente a síndrome dos teus nervos,
Do teu inchaço e fedor...
No teu casulo retorcido e engarrafado!
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