aos dias de pôr, próxima aos do nascer

sábado, 21 de agosto de 2010

Um osso de aço


e está queimando alguma coisa
mais fumaça: não quer sair...
e esse resgate não vem me puxar,
fincou em mim mais que uma dor,
muito mais que nada...
apenas uma perda!

E está corroendo esse osso de aço
perdi meu único hipotálamo funcional
ecoa essa voz dentro das cordas
martela minha tolice,
aguça outro dever...
reencontrar-me novamente!

Rasga esse couro branco,
que saia o que for vermes pelos poros...
aprisiono a bicharada lá fora!
absorvo o que me nutriu nesses meses...
e cresço mais um pouco e mudo de voz!

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