aos dias de pôr, próxima aos do nascer

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Petisco solto


Não tenho vontade de acender um cigarro
O que atrai esse corpo é adrenalina
Ao menos que eu fume correndo
Mesmo assim,
Meu trocar de passos será mais vivo
Com meus dedos livres aonde pisar
E os lábios somente pelo ofegante da corrida
E pelo ar puro atmosférico

Não tenho planos de achar um Amor Eterno
E nem de me fazer em dinheiros
O que me convém é amar meus dias
E aceitar essa impureza de mim
Talvez queira consolidar um equilíbrio
De que não existe certo ou errado
E me assumir como indivíduo

Não sabia que todos eram meio doidos
E que regavam a própria incoerência
Nesse escrito, o meu fervor de correr
Faz a imaginação desse corpo
Explodir sensibilidade e amor a todos
Com intensidades diferentes e de momento
Pois tem gente que também não me ama
E eu não ligo pra isso...

Um comentário:

Araújo disse...

Camila, com certeza o cigarro é dispensável. O que não é dispensável é o amor verdadeiro. Assim como tem gente que não nos ama tem aqueles ao contrário.

Bj