aos dias de pôr, próxima aos do nascer

domingo, 5 de setembro de 2010

senta ai



Senta e conta pra mim
diga que não é mais amor
fale da evaporação do encanto
afirme que não é mais nada

Senta ai nessa cama
deite as decepções que fomos
pronuncie tudo que foi embora
mas não iluda este corpo

Senta ai e fique quieto
ou fale tudo se for verdade
evite chorar nesse momento
não me faça crer que existe 
algum resto sentimental

Senta ai
continue sentado até
que eu não sinta mais nada
e tenha forças pra levantar
dessa cama
que não mais a nossa

Senta ai
eu escuto a tua língua
assimilo o que fomos
mas eu não entendo o que sinto
e nem o que fiz
que acabou nossos dias...

Levanta e vai...
Vai por você,
Porque
Por mim
Eu já nem sei mais o que é existir...

Cadê meu corpo?
Que eu também não sinto

Cadê Eu?
Que eu também não encontro...

2 comentários:

SolBarreto disse...

Lindo poema!
Mas triste,afinal fala de um momento doído...sentimentos que morrem para um, enquanto que para outros permanece...ficamos as vezes sem chão, sem ar...

Anônimo disse...

Então sente se do meu lado e fale comigo...
Não seja extranha...
Viva, sinta, sejas feliz...
Apenas sente se do meu lado e de um sorrizo...
Isso acalma meu coração...