aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Um coça-coça

Divino me coçar. Porque quando faço: me sinto mais na pele e a sensação é tão boa que você nem sabe aonde se encosta o fim de um coça-coça. Convenha, eu só paro de esfregar minha derme depois que eu entupo as unhas de células, eu me esfrego e esse momento só pede mais dos meus dedos, eu não to nem aí pela vermelhidão, eu começo a me apaixonar pela irritação, adoro me irritar e sentir nevralgia. Eu tenho uma facilidade de falar do que me deixa inquieta, porque são coisas que me largam de língua frouxa. Mas sou um tanto egoísta, somente eu tenho essa liberdade de me invadir, mas até que eu gosto que me vejam roendo unhas e ainda mais quando que finalizo com um bocejo, eu acho uma graça porque elas forçam um abrir de bocas só para não me deixarem sentir a bocejada sozinha, divido isso tudo! Ai chega, to me achando solitária e me quero permitir um pouquinho: me coçando por ai...

*Trecho do Conto: minha coçada; um coça-coça!

3 comentários:

Suziley disse...

Hehehe...uma coçadinha é sempre boa...hehehe!! Gostei do seu texto, Camila. Beijos, boa noite :)

Wanderley Elian Lima disse...

Bastante interessante
Atitudes tão normais como coçar, roer as unhas bocejar, masque as pessoas têm vergonha,como se fosse um pecado morta. Adorei.
Bjux

José María Souza Costa disse...

gostei do texto, tanto que vim aqui coçar palavras. Belissimo o seu blg. Estou aqui lhe convidando a visitar o meu blog, e se possivel seguirmos juntos por eles. Estarei grato esperando por vc, lá
Abraços