aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

aroma e outras dores


O que postar num período em que as gramas enxugam os jatos de água que cobrem suas superfícies? Aposto em postar aquilo que não sinto. Aquilo que talvez não tenha  se manifestado em algum momento ensolarado em que as asas das borboletinhas fizessem visita à minha carne peluda. Postar então, aquilo que talvez tenha sangue ao músculo que bombeia meus fluídos. Aposto em pedir alguém em casamento, então? Aposto em meu coração de pedra, que mesmo com o seu ápice apontado para baixo, consegue segurar minha cabeça com um pouco de textura doce. Razões por essas, se é que existem palpites para que as pessoas sejam glorificadas de fazer o que emergem suas pestanas, colocam o ser humano pelado e sem vergonha diante de qualquer sentimento no meio de um café. O que postar numa aposta em que dois corpos desejam o mesmo fogo? Aposto em queimar o subitamente, um simplesmente e um te amo. Aposto em queimar primeiro a própria existência medíocre congelada em antes derreter o sólido de um coração de pedra que tenha sangue e nervos. Aposto na minha frieza e nos arrependimentos para que eu possa, talvez, apreciar com tamanho prazer apenas um outro café. Que esse café pronuncie o seu cheiro bem de longe e distante dos meus sentidos, bem perto da colheita dos próprios grãos. E que me deixe  fazer o processo de "catação" com meus próprios dedos, eu sei qual grão polir , agora  saber qual parte lustrar mais: já é questão da teu aroma e outras dores. Que esse café não me adoce e nem refresque os meus dias, apenas ofereça algo que possa me dar em prazer: um digno devaneio... Que esse café não seja de impacto ao meu trato digestório e que as minhas papilas gustativas não ofereçam área de contato a sua gastronomia, assim poderei senti-lo com as pálpebras fechadas e talvez imaginar o que a solidificação do meu cárdio bem entender pra quem pulsar... Entendo que não pulso por ninguém antes de arrebentar com meus pulsos nas minhas atrações sexuais pelo meu próprio corpo. Eu quero um café distante. Eu quero apenas o aroma desse líquido. Caso eu tenha que beber algo: que seja a nossa cafeína. Eu quero o teu café, porque com essa chuva, porque com essas pedras e esse último filme, não tenho coração suficiente para dividir a xícara com outros lábios. "Toma" bem no...

Um comentário:

Barbara disse...

oiie

obriigada pelo cmentário :)
adorei seu cantinho também ^^

beijo grande!!