aos dias de pôr, próxima aos do nascer

terça-feira, 24 de maio de 2011

ah... esses versos!


Eu queria uma poesia que fosse sentida de maneira diferente por todos. Eu queria que os versos entrassem reto ao miocárdio e que fossem mal educados. Que eles falassem toda a verdade a um coração pecador. Eu queria que as rimas fossem procurar combinações apenas em duas únicas pessoas. Queria que cada palavra escrita errada tivesse a humildade suficiente para ser corrigida apenas com a compaixão do outro. Queria que a adequação ortográfica de cada poema fosse uma consequência do sentimento produzido. Eu queria escrever um poema que fosse copiado por uma única pessoa ao menos e que esse fosse postado em tudo aquilo que ela não conseguiu pronunciar e que no final servisse de inspiração às pessoas que aspiravam ao mal de minhas palavras, bem feito! Mas eu não consigo fazer isso, ou ao menos ninguém me avisou desse poema que pra mim estaria perto da sinceridade. Então, esvazio a cabeça e me faço com outros neurônios a fim de seguir um raciocínio diferente, mas que não altere a razão do coração.
De imediato, eu conto pra vocês A Poesia. Já que não é mais um poema, vou fazer um enrolo com as artérias e secar o líquido cárdio-sanguíneo. Colocarei todas as pontas dos dedos em cada orifício corpóreo: ouvido, boca, nariz e varizes. Sem deixar vazar nada, afogando as células e tapando o caminho delas ao meu lado esquerdo. Bom esse era o primeiro verso, se aqui tem mais sentimento que esse último: eu também não sei. Pra mim, é igual e indiferente, porque fazer uma poesia e cuspir mil e um caracteres de emoção num único lenço, tem que ter uma filha da puta de sentido, qualquer um deles desde que tenha uma direção. O segundo verso, bom o segundo verso quem sabe amanhã... Ah, o segundo verso eu já não quero mais nada ou nunca mais.

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