aos dias de pôr, próxima aos do nascer

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

o eterno acaba?




Pode ter sido o primeiro amor
que me deixou abestada
assim como pode ter sido
tua partida que me tornou
desregulada
mas não duvidem, indivíduos
brindei o mal do século
reverenciando a perda
com toda a inconstância fixa
de que sofreria eternamente
mas,
ultimamente resolvi assumir
a ferida inóspita de viver
ardendo
de morrer diferente, mais rápido
depressa
do que aceitar encontrar um outro
altar particular
 "me" enganar no momento da
 promessa
foi quando que nem novela
menos um pouco que cinema
porque somos duas pessoas
feias
encontramo-nos para conversar
sobre o que faríamos com o amor eterno
as juras, as rezas
enfeitas e todas travessas?
resolvemos não verbalizar uma poeira
das respostas
deixamo-nos livremente numa só boca
num buraco oco escuro
fazendo o movimento “lingüístico”
poetar algo
e poetou, o poema nasceu e o capítulo
fechou-se
e nós, beijamo-nos e não sentimos
bulúfas de continuar mais outro beijo
e assim foi, as desculpas foram aceitas
não por mim e nem o outro
mas acho que pelo beijo
tão sem graça...
Ahhhh...
um dia era tudo
e hoje nem nada.

Um comentário:

Jhon Lennon disse...

Que posso dizer¿
Cada dia fico mais impressionado com essa escritora maravilhosa!
Agente viaja nas tuas poesias. Bjsss do teu amigo jhon