aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

amor, faça-me sofrer




Amor, envenena-me
para eu possa fazer um poema fora de si
instigue-me pelos sofrimentos,
faça-me sentir alguma vibração nostálgica
por ti
colha-me no fogo e me ponha no teu colo
para que nós possamos se aquecer de forma
segura

Amor, diga-me
o quanto escrevo depois que a perco
e o quanto derramo caldas dos olhos furados
e atormente esse corpo numa luz de velas
para que um dia ela também se apague
e descanse em paz...

Amor, não faça nada disso
apenas leia o quanto vale teu amor
nas minhas palavras,
vale uma dor “eternítica” na ponta
venosa do amor que circula fora das veias
não vale mais nada porque não é brinde
os meses que ainda temos pra viver...
mas vale um átomo porque ainda não
consegui
vê-lo de perto.

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