aos dias de pôr, próxima aos do nascer

sábado, 19 de novembro de 2011

poema de nenhum livro


...

Nada do eu era sombra e paixão
Não doeu nada
Todo eu era o amor
Nada eu ao completo escuro vermelho
Todo eu era fragrância
Ao teu todo cheiro líquido disperso

Nada do eu era tudo
Longe de ti
Que completava meu eu
De maneira distante

Meu eu era nada
Perto de ti
Que preenchia meu ego
De maneira farta

Eu ao nada sombrio
Enraizado nas pontas das estrelas
Firmando meus olhos
No bico da penumbra:
Fitando teu cosmo
Das coisas que não enxergava
Na fluorescência da tua íris preta
cega

...

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