aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

poema e música da noite


. diachos que me inspiram, coisas que me fazem sobrepor a letra, um número e a voz chiada dos diachos meus.          o poema em retalho, as cicatrizes em veludos coloridos, os pênsis que tu pensis em alfataiar minhas pernas, são todos seus, minha tro"x"a de retalhos. tua mão é essa, é a do verso costurado, esses dedos com as pontas descascadas são as reticências dos meus pó(e)más, pó(é)bons. abaixa as pupilas, abaixo está uma fração da obra poemas em retalhos & outros panos. pena gadú, pena mesmo que tu me inspiras as as as as tanto!
 

poema revendo maria gadú  
inspirei-me na Dona Cila pra escrever pra ti 
                             Dona Ana

Com todo pano
que houver aqui em casa
com tudo isso
eu não faço nada
sem as tuas mãos negras
experientes
que separavam os teus dedos
atrás de uma costura
e de outra

És tu, Dona Ana
àquela que ajustava
minha cintura
nos pênsis de algumas
calças alargadas

És tu, Dona Ana
a negra com pupila
de esmeralda
àquela que assegurava
meu copo de leite alvo
em choros na
madrugada


Foste Tu, Dona Ana
hoje não mais nos pênsis
mas viva nesse meu grato
coração
que tu mesmo fizeste uma prega
com um arremate
de bondade
e com o nó cego
das esmeraldas dos
teus olhos negros...

Foste tu,
Hoje também.


música da noite: Dona Cila de maria gadú


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