aos dias de pôr, próxima aos do nascer

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

não, tempo, não digo que tu és bosta



O tanto tempo que temos
não temos nada
quanto mais se tem
pouco se nota
achamos que é só a doença
que tudo vegeta

O tanto tempo que temos
traduz o que tornamos de si
tu podes estar ao meu lado
vinte e quatro horas
e eu ao lado de fora,
avulsa de ti

O tanto tempo que temos
não é de nada
não, tempo, não digo que tu és bosta
mas quando se vai, não volta
e a gente não aprendeu, ainda,
a esquecer de ti

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