aos dias de pôr, próxima aos do nascer

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

- sei que não termina assim, nada terminou –



Tens a alegoria, o suingue da sístole
que insiste, meu amor
em dançar, sua sinfonia

tens os pés, aos pares
que rimas um colá e outro cá
no parquê, sem porquês, és amor
são os passos, aos ares
no chão, que invade
a nos levantar

tens a orquestra, o prumo
a boca branca, o selo
que cerras o muro
a nos separar

tens os tambores, a voz tênue sublime
teve amor, tens a mim: a dor e o ciúmes
sou o teu pandeiro firme
que insiste em bater,
nas noites calmas, são minhas palmas
grata em ter você

És o meu mundo redondo, minha alegria
minha alegoria e ponto
és minha valsa que não queria perder
sorria, meu amor
- ele também não é perfeito, mora longe e perto –

E se eu for embora? Será ser minha hora?
Mas não demore, meu amor
Pra dizer que tudo acabou
- sei que não termina assim, nada terminou –
E se...
E se eu escrever depois?

A dança soou a nossa música, no rádio
soará pra sempre enquanto existir assoalho, para dançar
para nos falarmos – longe e perto – a cobrar

E se...
E se eu for embora, dançarei contigo
no vão da saudade
que cabe em nos proteger

E se...
E se eu for embora, dançarei contigo
no vão da saudade
que invade em apenas saber
que tu sentes que nem eu
que tu sentes eu, que sou seu
leu?
ainda não acabou...
- sei que não termina assim –

Um comentário:

siça ramos disse...

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