aos dias de pôr, próxima aos do nascer

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Agulha de prata




Na ponta de prata
fina e afiada
és tu, agulha refinada
em fios de cores negras
me finca, me mata
com a força que possuis.

Me tece, aranha metálica
na teia que produz
me degola, palito de aço
na boca que costuras.

Me fura, pluma de chumbo
envolve a tua elegância prata
na passarela que desfilas,
me ata, vaso cinzento
nesse coração que tu tens desatado.


Um comentário:

Teresinha Ferreira disse...

Que poema marcante!
" me degola, palito de aço".
Tudo de bom.
www.democratizacaodamoda.blogspot.com